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GOLPE (DE ESTILO) POLÍTICO – A MODA COMO VOZ E FERRAMENTA DE PROTESTO E IGUALDADE.

A luta árdua e diária pela igualdade de gêneros vem sendo batalhada desde a Antiguidade Clássica e como consequência todas as mulheres que tentaram erguer suas vozes e bandeiras durante esse período já que as mesmas era submetidas a submissão e obediência patriarcal somente pelo fato de serem mulheres foram queimadas, decapitadas e torturadas.1

No começo do século XIX, as sufragistas, movimento feminista de mulheres que iam à luta pelo direito do voto, surgem reivindicando a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, trazendo-lhes também a cidadania que lhes era proibida por lei.

Como todo prego que se ressalta é martelado, muitas mulheres foram agredidas em suas passeatas, além de serem atingidas por propagandas preconceituosas, cartoons que zombavam de suas aparências e vestimentas, muitas vezes chamando-as de lésbicas, feias e mal-amadas por usarem e reivindicarem o direito de calças e roupas mais confortáveis até então.

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Com tal manifestação da oposição masculina, as mulheres da geração seguinte, para não serem mais julgadas e espancadas pela sua imagem, aparência e roupas masculinizadas, usaram a moda e elegância feminina “apropriada” da época como voz política. Tal elegância e feminilidade trazia o significado da luta em suas cores (verde/green, branco/white e violeta/violet) fazendo analogia ao nome do movimento (Give Women Votes), usavam-nos em joias, broches e faixas para conhecerem-se nas ruas.34

Em 1912 o movimento sufrágio britânico adotou a violência como forma de visibilidade, partindo do preceito de que a guerra é a única linguagem que o homem realmente conhece. Tal feito hospitalizou mais de mil mulheres, e levou outras milhares a serem torturadas em cárcere privado sob escolta do governo.5 6 7

Com o estopim da I Guerra Mundial muitos homens foram convocados aos campos de batalha, enquanto as mulheres os substituíam no mercado de trabalho, uma fresta de direitos em meio ao caos dos deveres.8

E em breve chega aos cinemas o filme “Suffragette” que contará a história do movimento sufragista estadunidense e britânico estrelado por Meryl Streep, Carey Mulligan e Helena Bonham Carter. Fiquemos atentos ao conteúdo, fatos e figurino!9

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e Apostila História da Moda.

História da Máquina de Costura

oi

Desde tempos remotos a costura está presente na humanidade. Em nosso antigo post (clique aqui) contamos não só a história como os primeiros instrumentos que surgiram, a agulha e o dedal. Mas o que queremos saber hoje é: Quem teve a brilhante ideia de inventar a máquina de costura?

FOTO 2Com o passar do tempo, e o aperfeiçoamento das técnicas de costura, nasceu à profissão de costureiro. Até que um homem chamado Charles Weisenthal, em torno de 1755, trabalhou na ideia de uma primeira patente ligada à costura mecânica. Mas em 1790 foi Thomas Saint, quem produziu uma máquina para trabalhos em couro, usada para costurar calçados.

FOTO 3Em 1807, o alfaiate austríaco Josef Madersperger, apresentou seu projeto da sua primeira máquina de costura. Porém, quem conseguiu se dedicar mais a este desenvolvimento em nível industrial de vestuário, foi o francês Barthelemy Thimmonier, em 1830.

Isso deu inicio a costura industrial, o que incomodou bastante os artesãos que não poderiam acompanhar o ritmo das empresas e os levaram a manifestações constantes contra a indústria de roupas, a ponto de destruir e colocar fogo em todas as máquinas.

FOTO 4Porém foi o grande inicio de uma nova era da empresa têxtil, onde a produção foi em massa e também possibilitou a confecção artesanal. Enquanto a maioria usava roupa padronizada, a burguesia queria se distanciar das classes inferiores e optaram por alfaiates em busca de exclusividade no vestuário, surgindo assim o início da alta-costura.

A partir de 1850, o americano Isaac Merrit Singer fez algumas mudanças na máquina de costura, ele se atentou principalmente como a agulha se movia e no pedal. Essa máquina deu início à empresa “Singer”, uma das maiores no mundo. Então foram surgindo as concorrentes com os anos e hoje existem vários tipos de máquinas específicas para cada tipo de costura e que consomem menos energia.

FOTO 5

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: Manual História da Moda Sigbol Fashion, 123, 4.

Retrô X Vintage

 Você sabe qual a diferença entre eles? Muitas pessoas ficam em dúvida quando o assunto é este. Você é uma delas? Então vem com a gente.

retro x vintage

Retro: Vem do prefixo em latim retro, que significa “tempos passado” ou até mesmo “andar para trás”. Na moda, o retro é chamado de Fashion Retro ou New Old (Novo Velho). Opa! Agora sim… Chegamos ao termo que vai diferenciá-lo do vintage. O estilo retro consiste na produção do vestuário atual, porém com referências do que era produzido antigamente, ou seja, roupas que são feitas hoje parecem antigas.

Retrô

Vintage: Na moda, esse termo em geral, passou a ter o sentido de “algo antigo e bom”, “um clássico”, e é literalmente isso. Se você tiver algo antigo que sua avó usava, mas ainda encontra-se em boas condições de uso, essa peça é considerada vintage, ou seja, aquilo que é velho ainda pode ser reutilizado.

Vintage

Perceberam a diferença? Apesar de ainda serem muito parecidos, é sempre bom saber certinho do que estamos falando.

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Por Giovanna Santos Jatubá – Estagiária do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.