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Como usar sapatilhas em looks elegantes?

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Muitas vezes escuto, durante as aulas de Personal Stylist que ministro na escola. alunas perguntando se é possível montarmos looks elegantes usando sapatilhas.

Siiimmmm, leitores, é super possível, sim!

A sapatilha passeia muito bem por vários estilos, desde o mais casual até o mais elegante. O que determina o estilo elegante é o material da qual ela é eita: se tem um tecido mais fino (como o cetim ou veludo) ou é de verniz, se tem aplicações de pedrarias, e por aí vai.

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Porém, caso esteja pensando em comparecer à um casamento ou festa em que o traje indicado seria o black tie (evento suuuper formal) e for usar um vestido longo, recomendo que opte por um saltinho mesmo.

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Sapatilhas são, inclusive, ótimas aliadas no look de trabalho!

Ah, vale lembrar que quem popularizou a sapatilha, no século XX, foi Brigit Bardot, que, no filme “E Deus criou as Mulheres”, solicitou à marca Repetto que produzisse um exemplar de suas famosas sapatilhas de bailarina com solado diferente, que pudesse ser usado no filme. As ballerines foram então alçadas à posto cativo entre os sapatos femininos!

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Combina super bem com looks para eventos, tanto durante o dia (passeio) como à noite (passeio completo).

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Quer pessoa mais elegante que a ex-primeira dama da França, Carla Bruni?

Portanto meninas, sim, a sapatilha vai a eventos elegantes!!!

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Por Andreah Muniz, professora de Personal Stylist da Sigbol Fashion

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A alfaiataria e o alfaiate: uma arte, um artesão!

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A profissão de alfaiate vem de longe. Definida como uma das mais antigas do mundo, o termo tailor (em inglês) existe desde 1297. A ocupação nasceu depois do Renascimento, época que surgiu uma preocupação maior em mostrar as formas do corpo. A partir daí, nem todo mundo conseguia confeccionar sua própria peça de roupa: um estudo do corpo humano era necessário e mais de uma pessoa poderia ser envolvida no processo. Foi aí que o papel do alfaiate cresceu nas sociedades – anteriormente, sua importância era a mesma de um tecelão.

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Alguns anos se passaram e, a partir da Revolução Industrial, o foco da alfaiataria se voltou para Londres que, como uma forma de rebeldia, trocou as perucas brancas pelo cabelo cortado e os brocados e veludos por tons sóbrios de lã. Nessa época surgiram os dândis, com a alfaiataria – terno completo e gravata – como a conhecemos hoje. Este foi o ponto de partida para que Londres se tornasse referência mundial.

A alfaiataria é a arte de criar roupas masculinas, tais como ternos, calças, coletes, camisas, paletós e muitas outras, de caimento perfeito e tecidos específicos, que compõem os visuais sociais e de black tie masculinos. As peças são criadas de forma personalizada, sob medida, de forma exclusiva e artesanal.

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No Brasil, os primeiros alfaiates chegaram junto à corte portuguesa, e foram passando seus conhecimentos por gerações. Hoje, a alfaiataria tradicional voltou a ter a exclusividade que tinha quando começou. Poucos homens investem em peças feitas sob medida, e quem o faz dificilmente volta a comprar um terno pré-fabricado. A profissão, infelizmente, ainda é realizada por poucos profissionais, mesmo em âmbito mundial.

O alfaiate deve ser um profissional apaixonado por moda e vestuário, capaz de transformar tecidos em peças com qualificação industrial, porém artístico-artesanal e sob medida. Para o exercício da profissão, é recomendável qualificar-se através de cursos, aprender a forma correta do uso das máquinas de costura profissionais e fazer excelentes acabamentos, já que, nesse tipo de look, quaisquer erros, pequenos que sejam, saltam aos olhos ao perderem o caimento correto.

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As áreas de atuação de um alfaiate são diversas: existem, ainda hoje, os alfaiates autônomos, que trabalham em seu próprio ateliê; para além, nas indústrias de confecção, normalmente são responsáveis pela primeira modelagem das peças que entrarão na linha de produção em série; já no comércio, é comum haver um ou mais profissionais, parte da equipe, que é responsável pelos ajustes das peças pré-construídas, vendidas nas lojas.

Um bom alfaiate normalmente desenvolve uma clientela cativa, e são considerados “consultores de moda”, sugerindo e orientando seus clientes no uso adequado de tecidos, cortes, caimentos, etc, conforme tendência de moda e características pessoais, como silhuetas e tons de pele.

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Por Keyla Ferreira, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

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‘OK, quero trabalhar com moda!’ – parte I

Muitas e muitas e infinitas vezes ouvimos esta mesma frase, aqui na escola e fora dela também. Quase tantas vezes quanto observamos pessoas um pouco perdidas, sem saber exatamente para onde seguir. Moda engloba tantas áreas que as coisas podem, as vezes, ficar meio confusas, não é? Por isso decidimos fazer uma série de posts, para te explicar o que exatamente cada área de criação precisa ter, e qual o curso certo pra você aqui na Sigbol!

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Se você quer muito ser um estilista, mas não sabe desenhar nada além do boneco de palitinho e talvez uma casinha, o curso de Desenho de Moda Básico é seu início. Nele você vai aprender, primeiramente, como funciona a construção do corpo humano, de forma voltada para a moda, além de construção de caimento de tecidos, aula de análise e catalogação de tecidos e aviamentos, e tipos de trajes, tudo em grafite. Muitas vezes as pessoas nos questionam de porque precisam aprender a desenhar e entender caimento e movimento humano, se o que precisam desenhar é a roupa. Respondemos então: o corpo é a base onde sua roupa será carregada, por aí. Logo, se há um movimento fora de proporção, irreal, ou até mesmo, se a peça está fora do corpo, somente, o produto final pode ficar diferente do imaginado.

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Este é o primeiro passo na escalada para se tornar um criador de moda. Para exemplificar melhor, segue abaixo um vídeo sobre o curso

Acha que encontrou sua vocação? Então corre pra cá e venha aprender com a gente!

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

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