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Tipos de Estampas.

A cada temporada novas estampas são propostas. A estampa é um elemento muito importante para um produto de moda. Elas podem ser florais, listradas, geométricas ou orgânicas. Também podem ser em forma de paisagens, pássaros, frases, etc,.

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A estampa de boa qualidade agrega valor às bermudas, camisetas, vestidos, macacões e outras peças do guarda-roupa feminino, masculino ou infantil.

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Hoje existem algumas técnicas para o desenvolvimento de uma estampa, e são divididas em três: localizada, rotativa/corrida e digitais. Cada técnica resulta em um tipo diferente de estampa.

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Estampas localizadas podem ser produzidas por diferentes técnicas, silkscreen e sublimação são as mais comuns.

O silkscreen é um processo básico, em que são usadas telas, tintas e rolos de borracha. Cada cor do desenho deve ser aplicada em uma etapa diferente, se a estampa possui cinco cores, serão usadas cinco telas separadas.

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No processo de sublimação, um desenho é impresso com tinta especial em um papel desenvolvido para sublimação. A imagem é transferida do papel para a peça com auxílio de uma prensa quente.

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Estampas rotativas ou corridas, são utilizadas em peças em que os desenhos preenchem boa parte do tecido. São sequências de padrões como flores, folhas, penas ou pássaros. O custo deste tipo de  estampa é alto, principalmente quando comparado com processos digitais, porém quanto maior é o volume produzido, mais barata a técnica fica. Este tipo de estampa é feito com o uso de cilindros metálicos, que possuem perfurações. A tinta passa por estes furos e fixa no tecido.

Cada cor deve ser aplicada em uma etapa e usar cilindro diferente. Quanto mais cores tiver a estampa, mais caro é o seu processo de produção.

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Estampas digitais são impressas diretamente no tecido, este processo nos últimos anos está cada vez mais popular na indústria, principalmente porque esta técnica permite uma maior precisão nos desenhos e dá para explorar o maior número de cores. O desenho da estampa é digitalizado, depois a peça de roupa é colocada em uma máquina de impressão para receber a estampa. Depois a peça recebe uma lavagem, para que os resíduos da impressão sejam retirados.

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O bom desta técnica é a rapidez com que as peças são estampadas. Este processo é muito moderno, e aumenta as possibilidades na hora de desenvolver um novo produto, principalmente no número das cores. Esta técnica também é muito utilizada para reproduções de fotografias nas roupas.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456789101112131415161718192021 e 22.

 

 

Como começou o Street Fashion?

foto 1Quem dita à moda afinal?

Hoje em dia milhares de blogueiras postam o look do dia, gerando milhares de acessos e lucros para algumas marcas. Mas se não fosse aquele CLICK o que seria da publicidade e propaganda? Vamos falar de fotografia e por o pé na rua!

Foto 2A fotografia de street style surgiu em uma época analógica, década de 1970. Quando o jornalista Bill Cunningham, ainda trabalhava no Women’s Wear Daily. Ele registrava diariamente pessoas aleatórias com o propósito de captar roupas que inspirassem estilos genuínos e personalidades singulares.

Hoje são muitos os fotógrafos que tentam reproduzir os mesmos efeitos, mas aparentemente esse ideal de fotografia tem se perdido, dando lugar às tendências, grifes e pessoas influentes do mercado da moda, como estrelas e blogueiras.Foto 3O responsável pelo crescimento dos blogs de street style é o fotógrafo Scott Schuman, criador do The Sartorialist. Após quinze anos acumulando experiência na área de moda, começou a se sentir incomodado com o fato de que as roupas que via nos desfiles eram totalmente diferentes com relação ao que via nas ruas (moda conceitual x moda comercial). Então teve a brilhante ideia de fotografar pessoas que tivessem em seu modo de vestir uma composição de peças interessantes. Com o tempo, o blog cresceu e passou a captar não apenas pessoas aleatórias nas ruas, mas também fashionistas e editores de moda. O que era um hobby, virou a sua profissão. Mas o foco deixou de ser somente apresentar estilos autênticos, e sim uma grande estratégia de Marketing.

Foto 4Mas não para por aí! Para chegar onde esses fotógrafos renomeados estão é preciso muito estudo, arte, criação e suor!

E se sua paixão é por Produção & Styling você encontra o curso que tanto quer e pode realizar o sonho da sua vida profissional.  É só clicar e ficar com gostinho de quero mais:

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion.

Referências: Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion, 1, 2, 3.

Bureaux de Estilo: Para que serve afinal?

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Moda nem sempre é conceitual, onde o estilista pode viajar nas criações.

Em 1961, foram criados os primeiros escritórios de estilo, passando assim o vestuário industrializado de massa pela mudança de estatuto, tornando-se integralmente um produto de moda.

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Resumindo, é um livro onde são ditadas as tendências de moda. Deve ser parte do trabalho de um estilista para que ele transforme em orientação para criação de moda. Essas tendências são econômicas, culturais, políticas e estéticas. Já, para aqueles que trabalham nos bureaux de estilo, é extremamente importante captar perfeitamente o quê move a sociedade e todos os elementos que a compõe, para que assim as tendências influenciem no próprio comportamento do consumidor.

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Se você ficou curioso para saber como são utilizadas as tendências do Bureaux, relaxe! Conheça nosso curso de Estilo você aprende isso e muito mais…

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: 12. RVB Malhas, Rovitex Malhas.

Apostila de Estilo Sigbol Fashion, Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion, Dicionário da Moda Sigbol Fashion.

Tribos Urbanas  – 2: Movimento Hippie.

Movimento Hippie

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Este movimento que nasceu na Califórnia, especificamente na Carolina do Norte no ano de 1966, foi criado por jovens ricos que sentiam que algo precisava ser feito para mudar o rumo da história do mundo. Eles questionavam a guerra do Vietnã, a sociedade capitalista, a sociedade industrial e muitos deles deixaram o conforto de seus lares para sentir na pele a vida na natureza, surgindo então as comunidades alternativas.

O objetivo destes jovens era acabar com os valores instituídos pela sociedade, com o consumo e com a alienação da massa.

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Naquela época estavam acontecendo fatos muito importantes como: a corrida espacial, a guerra do Vietnã, a construção do muro de Berlim, a morte do líder Martin Luther King, a popularização da pílula anticoncepcional, etc.

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A cultura oficial da época era voltada a exaltação do trabalho, aos maquinários industriais, a objetividade, a razão, etc. Mas para os Hippies que caminhavam na contracultura (cultura underground) a exaltação da natureza e o artesanal, onde os instintos humanos viriam em primeiro lugar, eram valores mais importantes que eletrodomésticos, carros, e as notas de dinheiro. Acreditavam que quem conseguisse viver sem estes itens, conseguiria ser verdadeiramente livre, e poderia viver seus desejos sem opressão. Sexo, drogas e rock in roll!

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Estes jovens acabaram por ditar a moda daquela época e eram reconhecidos por peças como:

  • Sandálias artesanais e de couro;
  • Calças boca de sino;
  • Calças jeans;
  • Bijuterias artesanais (miçangas e fios entrelaçados);
  • Estampas (cores fortes, formas orgânicas e psicodélicas);
  • Peças com franjas;
  • Batas bordadas;

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O movimento sessentista foi muito além do “paz e amor” e “faça amor não faça guerra”. Toda trajetória destes jovens revolucionários foi importante para entendermos o verdadeiro significado do movimento. Através dele, iniciou-se a revolução social, para negros, mulheres e homossexuais. E pudemos desde aquela época ter uma consciência para com a natureza, como o tema tão trabalhado atualmente: a sustentabilidade.

Deste grupo derivaram outros, como os místicos, os ambientalistas, os culturais, entre outros.

Para criar uma coleção, pesquise fundo as décadas, os fatos, os movimentos e acontecimentos históricos e sua coleção terá uma pesquisa rica, fora do óbvio. Você pode se surpreender!

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1234567891011121314151617181920 e 21.

Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion.

Tendências: afinal, de onde tiramos essa montanha de informações?

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Você, como a maioria das pessoas, já deve ter pensado que os estilistas criam tendências de acordo com seu bel prazer, certo? Mas já reparou também que, a cada temporada, diversas marcas trabalham materiais, tendências e imagens próximas umas das outras, apenas em formatos diferentes?

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Pois saibam que todas essas informações saem de lugares e empresas especializadas nesse tipo de pesquisa, os bureaux de tendências, especializados em pesquisas de consumo. Cada produto consumido no planeta hoje é concebido conforme as tendências de busca por soluções que atendam às necessidades humanas naquele momento específico. E dependendo do tipo de produto, esta informação pode ser utilizada em alguns meses, um ano ou com até 5 ou 6 anos de antecipação, caso dos eletrônicos mais complexos, que precisam de tempo para serem planejados e testados, antes de chegar ao consumidor final.

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Cada bureaux trabalha com diversos especialistas em diversas áreas, tais como moda, antropologia, tecnologia, etc., buscando classificar tudo que há hoje que pode vir a ser procurado pelo público em algum momento dos próximos anos. Cada empresa produtora fica livre para adquirir as informações de que necessitarão. E, com as informações e tendências em mãos, podem selecionar apenas aquelas que lhes convém, de acordo com o perfil da marca e do público alvo (uma marca que trabalha alfaiataria e looks discretos muito provavelmente escolherá, entre tendências de cores neons e pastéis, a segunda opção, pois é a que mais se encaixa em seu perfil). A partir daí, esses elementos darão o tom para o desenvolvimento da coleção. E é com esse processo que trabalhamos no curso de Estilo, em que você vai aprender a procurar, absorver e desenvolver os temas e tendências e desenvolver, do início ao fim, suas próprias criações!

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Conhece algum bureaux de tendências bem legal e quer compartilhar com os colegas? Deixe uma mensagem nos comentários fazendo sua indicação!

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2.