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Curiosidades da Moda: A história do tecido Jacquard

Cada tecido tem sua particularidade. Eles são diferenciados pela sua estrutura (entrelaçamento dos fios de urdume junto a trama), e sua fibra (material utilizado para a fabricação, sintético ou natural). Porém, sua textura é determinante para o acabamento, como caimento e aspecto do toque. E com o Jacquard não é diferente,  um tecido antigo e com uma estrutura riquíssima em possibilidades de visual e textura, além de poder ser tecido em diferentes espessuras, utilizado para peças de roupas, cortinas, estofados etc.
Uma das invenções mais importantes da História, o tear deste tecido foi criado em 1801 por Joseph Marie Jacquard, tecelão francês e inventor do tear mecânico. Ele construiu uma máquina inteiramente automatizada, que podia fazer desenhos muito complicados. Toda essa operação era feita manualmente e ele resolveu optar pela praticidade, a cada segundo, ele tinha que mudar o novelo, seguindo as determinações do contratante. Com o tempo, Jacquard foi percebendo que as mudanças eram sempre sequenciais e inventou um processo simples: cartões perfurados, onde o contratante poderia registrar, ponto a ponto, a receita para a confecção de um tecido.
De início essa invenção incomodou muitos tecelões. O medo de que a máquina pudesse ocupar seus espaços de trabalho gerou muitas revoltas, não apenas na França, como também na Inglaterra, onde os movimentos anti-indústria eram bem fortes. A notícia sobre o Jacquard foi um dos fatos que impulsionaram o movimento inglês ludista (que consistia em invadir as fábricas e destruir as máquinas que produziam as mercadorias da indústria têxtil).

 

Entre 1820 e 1839 o Jacquard se tornou um dos principais sistemas de padronização têxtil no mundo, até ser substituído pelo tear mecânico de maquineta em 1840.

Hoje, por conta da tecnologia as máquinas estão mais avançadas e existem projetos inovadores, onde o objetivo é desenvolver máquinas mais modernas de tear industriais e tricô 3D para criar roupas inteligentes que poderão funcionar como computadores vestíveis. Por enquanto, apreciamos a beleza do tecido em passarelas e utilizamos nas mais diversas possibilidades de criação.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

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Manual Técnico Dicionário da Moda Sigbol, Manual Técnico História da Moda Sigbol

Beneficiamento Têxtil

Beneficiamento têxtil é setor responsável por enobrecer os tecidos utilizados na indústria.

Ele se divide em primário, secundário e terciário. Consistindo em operações realizadas para que o material tenha condições de receber tintura e acabamento final, como colorir o tecido. As operações também melhoras as características do tecido, como brilho e toque. Para isso, são utilizados produtos químicos que atuam como corretores de pH e auxiliam na fixação. Outras substâncias são utilizadas para a prevenção de problemas ocorridos durante o processo de beneficiamento.

A água é a principal matéria-prima do processo ,e deficiências em sua qualidade podem causar problemas, como contaminações. A principais contaminações ocorrem por conta do ferro, cobre, manganês e cálcio. Eles podem causar manchas e problemas de fixação dos corantes.

O beneficiamento têxtil é composto por três tipos de processos:

Esgotamento: Nele o tecido é colocado em um banho e entra em equilíbrio com uma solução de corante, após ter absorvido ou fixado a maior quantidade possível, o tecido é lavado para eliminar os excessos. Os equipamentos utilizados são: barca, jigger, turbo e jets.

Contínuo: Aqui o tecido passa várias vezes pelo banho e em seguida é espremido uniformemente, depois a cor é fixada por meio de calor seco: ar quente (pad-dry, pad-thermofix), e calor úmido: vapor (pad-steam).

Semi-contínuo: O tecido é impregnado durante o banho de tingimento, depois é necessário que fique em repouso por algumas horas para que ocorra a reação do corante e por último é realizada a lavagem.

As peças passam a ter maior valor agregado após a realização do beneficiamento, o que torna o processo muito importante para a indústria e o mercado da moda.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

Lupa Conta-Fios

A lupa conta-fios, como é conhecida, é uma lente de aumento que garante a perfeita distância focal.Imagem relacionadaFoi desenvolvida pela indústria têxtil, de onde se originou o nome, a fim de contar o fio dos tecidos com precisão. Diferenciando tecidos planos de malha. Caso o tecido seja plano, podemos identificar seus ligamentos e suas características, como distinguir se ele é tela/tafetá, cetim ou sarja, ou se ele possui padronagem.Resultado de imagem para fabricsEm moda, ele é um instrumento essencial para a identificação do tecido.

A lupa conta-fios também é utilizada principalmente nas áreas gráfica (onde auxiliar no controle das cores e em seu registro no suporte), agrícola (com a função de evidenciar alguns detalhes como ácaros) e fotográfica (auxiliando na verificação de negativos e também na técnica de macrofotografia, onde é colocada a frente da lente.)Resultado de imagem para conta fios textilÉ uma peça incomum, mas é sempre bom carregar uma na bolsa.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

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A origem dos Alfinetes

O alfinete surgiu a milhões de anos atrás. Já era conhecido por volta do ano 2.000 a.C., na chamada Idade do Bronze. As vestimentas não eram costuradas, a roupa consistia num grande tecido que envolvia todo o corpo e era preso no peito ou no ombro. Foi então que surgiram os primeiros alfinetes retos, usados pelos sumérios.
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Então, alguém teve uma brilhante ideia de simplifica-lo, e o alfinete passou a ter sua ponta protegida e presa a um aro: alfinetes de segurança! Eles eram feitos de bronze ou ferro, mas com o passar do tempo feito de marfim, foi então que começaram a enfeita-los com coral, pérolas e ouro, como um broche.
Então os anos se passaram e em 1840, os homens começaram a enfeitar suas gravatas com alfinetes de ponta de pérola ou pedras preciosas. Já as mulheres colocavam em seus chapéus para torná-los ainda mais femininos.
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Desde a década de 1980 os alfinetes fizeram muito mais do que auxiliar o(a) costureiro(a) e segurar as roupas, os Punks lançaram moda ao usar esses apetrechos enfeitando seu próprio corpo, até então chegar as passarelas e permanecer até a atualidade contemporânea.
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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion
Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18.

Linho, fino!

O linho é uma fibra vegetal que vem de uma planta chamada Linum Usitatissimum. Ele chega a atingir um metro de altura.

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Foi uma das primeiras fibras a surgir, em cerca de 5000 a.C, para a tecelagem de tecidos.  Ainda primitivamente as pessoas separavam as fibras em feixes, teciam fio a fio ou costuravam apenas para cobrir seus corpos. Era usado por culturas primitivas ao longo do rio Nilo, região conhecida como Egito antigo. Existem algumas lendas espirituais, que dizem que o linho ajuda no processo de cura.

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Muito mais forte e resistente que o algodão, o linho tem alto poder de absorção e tingimento, porém amassa com mais facilidade.

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Por ser um tecido leve, ele é bastante utilizado no verão. Ele nunca sai de moda! Hoje em dia há várias opções do tecido, devido a novos processos têxteis: estampados, coloridos, tem pra todos os estilos!

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Por Paola Carolina Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.

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