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Fashion Revolution: A força positiva da moda

“O Fashion Revolution acredita no poder de transformação positiva da moda, e tem como principais objetivos  conscientizar sobre os impactos socioambientais do setor, celebrar as pessoas por trás das roupas, incentivar a transparência e fomentar a sustentabilidade”.

O movimento nasceu com a sensibilização do conselho global de profissionais da moda após o desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, causando a morte de 1.134 trabalhadores da indústria de confecção e mais de 2.500 feridos, tragédia que aconteceu no dia 24 de abril de 2013.

Realizado inicialmente no dia 24 de abril, o Fashion Revolution Day ganhou força e hoje tornou-se a Fashion Revolution Week, que conta com atividades promovidas por núcleos voluntários, em mais de 100 países. No Brasil atua há cinco anos.

E com o movimento surgiu a campanha #QuemFezMinhasRoupas para aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto no mundo, em todas as fases do processo de produção e consumo.

Nada mais sustentável econômica e ambientalmente do que criar e confeccionar suas próprias roupas, aqui na Sigbol Fashion celebramos e compartilhamos cada peça feita pelos nossos alunos!

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1

Moda e sustentabilidade.

A moda é uma das maiores indústrias do mundo, tando no desenvolvimento de novos empregos e da economia. E também é uma área que consome muitas matérias-primas, água, energia e químicos necessários para o funcionamento deste segmento. O setor têxtil, principalmente o de jeans é um dos mais poluentes, é necessário mudanças para inovar esses processos para não prejudicar o meio ambiente, devido a essa necessidade, surgem novos modelos de negócios de moda que usam maneiras que possibilitam sairmos do convencional, e mostram que é possível diminuir os impactos ambientais com o uso de energia renovável, reutilização de água, reciclagem de matérias-primas, melhores condições para os trabalhadores entre outras coisas.

A marca À La Garçonne, de Fabio Souza e Alexandre Herchcovitch é um exemplo nacional, eles desenvolvem peças únicas a partir do garimpo de roupas prontas, materiais reciclados e tecidos esquecidos. Uma coleção em que a sustentabilidade surge através da criatividade e o design da experiência do estilista.

Outro nome na moda é Paula Raia, ela precisa de mais tempo para produzir suas coleções, já que seus processos são orgânicos e artesanais. Ela desfila apenas uma vez por anos, em sua própria residência, para pouquíssimas pessoas, ela tem uma única loja que recebe novidades em um tempo necessário que não enlouquece suas consumidoras. Suas peças são de uma beleza e riqueza que evidencia uma constante evolução sem muitos exageros.

A estilista Flavia Aranha está no mesmo caminho, ela será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a somente as empresas sustentáveis, isso não significa que ela fuja da tecnologia, ela foi em busca de artesões pelo Brasil até formar uma rede de colaboradores que envolve 20 microempresas e cooperativas. Todo o processo é artesanal, as encomendas são feitas em pequenos volumes. Flavia produz seu próprio tecido e usa plantas para o tingimento de suas peças.

Aos poucos a moda está espelhando se na nova realidade, onde os profissionais exercem uma grande responsabilidade ao desenvolver os produtos que não prejudicam o meio ambiente. Revisar o atual processo é necessário, e abre espaço para novas ideias de como produzir e consumir moda com consciência ecológica.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 10

Moda sustentável e atemporal de Flávia Aranha.

Na última coleção cápsula de Flávia,nomeada de “Enlace”, a estilista mostra os principais ingredientes de sua moda, que tem como foco o design clean e atemporal que evidenciam a qualidade e o processo artesanal dos tingimentos dos linhos, algodões, lãs e sedas. A marca acompanha todo os processos de desenvolvimento dos tecidos, por exemplo na colheita do algodão 50% do que a estilista usa é orgânico. Flávia fez uma parceria com uma cooperativa que tinge e tece todo o algodão que foi utilizado em seis looks da coleção. Daniel Malva fez uma exposição com fotos que registrou todo o trabalho das 14 artesãs, da confecção de tecidos nos teares ao tingimento com pétalas e folhas de rosas.

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Flávia usa a fermentação das folhas e uma planta leguminosa chamada indigosfera da família das anileiras, onde ela extraiu os tons de azul usados nas suas peças. O tom de marrom acinzentado vem das cascas de romã,cozida em panela de ferro. Já o vermelho é conseguido por meio da raíz da ruivinha, ou rubia tinctorium. A estilista usa uma cartela de cores única, uma verdadeira aula de botânica executada numa cozinha, como é chamada a lavanderia para o tingimento natural de suas roupas. Segundo Flávia esses tons não são encontrados no pantone e diz que ela usa esta técnica desde que abriu a marca há sete anos.

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Fazer parcerias com cooperativa não é novidade para a estilista, ao longo de sua carreira viajou pelo Brasil em busca de artesãos, formar uma rede de colaboradores que envolve 20 cooperativas e microempresas.

Hoje são feitas pequenos volumes de peças, por ser todo o processo artesanal. Um dos colaboradores em Pirinópolis ( Goiás), por exemplo, confecciona 15 bolsas de couro de tilápia sem cromo (processo de curtimento que não é tóxico) para a marca. Com o passar dos anos as entregas ganharam agilidade, mesmo sendo confeccionadas no esquema slow fashion total. Flávia conta que antes não podia marcar antecipadamente a data de lançamento de uma coleção porque a encomenda de um tecido ou tingimento poderia demorar mais ou menos seis meses para chegar. Hoje as cooperativas segundo a estilista conseguem entregar em um mês.

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Flávia Aranha será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a empresas sustentáveis, a estilista segue o pé da letra o conceito de moda sustentável e slow fashion. Mas isso não significa que a marca fuja da tecnologia ou da visão de negócio.

A marca fez parceria com a USP para desenvolver um processo de como aplicar o corante natural em grande escala na sua recém-inaugurada lavanderia industrial, onde ela investiga novas matérias-primas como o látex da Rondônia, material impermeável e biodegradável que ela já usa como uma alternativa ao couro animal e participa anualmente do Green Showroom, evento em Berlim focado em slow fashion. Voltou a exportar depois de alguns anos focada no mercado brasileiro,uma escolha que fez para continuar do tamanho que considera ideal para sua moda. Nos primeiros anos da marca, foi a exportação que a manteve, vendeu para a Alemanha,Áustria, Suíça e japão, mercados que já consumiam, há sete anos, o conceito de moda sustentável e artesanal com shape minimalista.

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Mesmo com a crise atual no Brasil a marca cresceu 36% ano passado. A cartela de clientes é considerável e a maioria vem de outras regiões para adquirir seus produtos. Com o crescimento da marca Flávia vai também produzir uma linha masculina, chamada José. A indústria não está sabendo identificar o desejo do consumidor, segundo a estilista seu cliente quer uma relação mais íntima com a roupa e sabem identificar o que é um algodão puro e não querem comprar poliéster.

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Por Elizangela Gomes, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

 

 

 

Transformando: Jeans!

Cansada de olhar seu guarda roupa e ver as mesmas peças? Transforme tudo, podemos transformar um jeans velho em acessório, mudar tudo e fazer um look exclusivo, faça tudo diferente sem gastar muito.  Veja o que é possível fazer com um jeans velho que não quer mais.

  • Aplicação de renda;

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  • Colares de retalhos;

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  • Modificar a peça;

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  • Reciclar;

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  • Transformar a peça;

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  • Pulseira de retalhos;

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  • Montar uma peça utilizando vários retalhos;

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Incrível né? Venha conhecer nosso curso de Customização e deixar tudo novo e diferente no seu guarda roupa!

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Por, Pri Marx professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referência: 12,  345678910 e 11.

Tecidos para customizar

Existem infinidades de tecidos que podemos usar para customizar uma peça, seja ela de roupa ou acessórios (bolsas, sapatos, cintos, etc.). E com pequenos retalhos e usando a criatividade é possível dar uma cara nova à quase tudo.

Em camisetas:

foto 1-arquivo pessoal
Courino e camurça.

 

foto 2- arquivo pessoal
Lamê

 

foto 3- arquivo pessoal
Cetim e Voil

 

foto 5 -arquivo pessoal
Moletom

 

foto 6 - arquivo pessoal
Sarja (em sacolas de feira ou bolsas)

 

foto 7 - arquivo pessoal
Pele sintética e lamê

 

foto 8 - arquivo pessoal
Vinil

 

foto 9 - arquivo pessoal
Lona

 

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Renda

 

foto 4- arquivo pessoal
Camurça ou Chamois

 

Além de deixar seu guarda roupa renovado e exclusivo, tecidos também podem ser usados para customizar ambientes e até móveis.Untitled-1

Sem mencionar as verdadeiras obras de arte feitas com retalhos.

Fuxico
Fuxico

 

Pra você que está afim de renovar tudo, venha conhecer nosso curso de customização, com ele você vai aprender as técnicas de aplicação de tecidos e muito mais.

E por falar em aproveitar os tecidos, vocês sabiam que o algodão é o tecido mais tóxico que existe?

Ele utiliza mais de 25% de todos os inseticidas no mundo e 12% de todos os pesticidas, além de 20 mil litros de água que são necessárias para produzir apenas um quilo de algodão, que equivale a uma única camiseta e um par de jeans, um absurdo se pensarmos nos problemas atuais de falta de água e chuva. Com a exigência cada vez maior de sustentabilidade, e por cerca de metade de todos os produtos têxteis serem feitos a partir desta fonte ambientalmente insustentável, a indústria do algodão deveria ser substituída.

A pergunta é quais serão os tecidos do futuro?

Hoje já existem várias opções sustentáveis, algumas tecelagens e marcas de moda estão desenvolvendo tecidos feito de frutas e outros produtos orgânicos que não só podem competir com a indústria do algodão, mas também usar em sua fabricação, partes das plantas que normalmente são jogadas fora.

Em julho na Itália, aconteceu a exposição Textifood  onde foram apresentados os tecidos inovadores e sustentáveis do futuro, feitos de fibras de espécies vegetais e animais, reutilizando as sobras das frutas e legumes depois de serem consumidos.

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Mas são as pequenas empresas que estão criando tecidos 100% naturais e biodegradáveis com corantes naturais sem produtos químicos, pois as marcas maiores são mais lentas para a inovação e também têm um dilema com o público em relação a sustentabilidade; assim que introduzem uma roupa “sustentável”, os clientes começam a questionar a sustentabilidade do resto da sua coleção, as pequenas começam do zero e não têm o peso de uma história ou uma cadeia de produção massificada.

Nas Filipinas, as fibras do abacaxi se transformam na “organza de abacaxi”

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“As novas gerações de designers têm um objetivo comum, criar uma simbiose entre a indústria alimentar e têxtil. Eles estão com o objetivo de aumentar a conscientização através de suas criações e apresentar a sua visão dos tecidos sustentáveis do futuro. Coralie Marabelle, Design Percept, L’Herbe Rouge, Christine Phung, Orange Fiber e Nina Gautier, são alguns dos novos designers que apostam em resíduos de fibras vegetais e animais provenientes de restos de comida. Eles usam corantes naturais para tingir suas peças sem utilizar qualquer produto químico.”        ( Ronildo de Paula Leite)

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Logo, logo estaremos customizando com esses tecidos sustentáveis!

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Por Pri Marx, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.