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Profissão – Assistente de Estilo

Para os alunos novos no mundo da moda, ou mesmo quem já conhece tal mundo e ainda tem suas dúvidas sobre o que fazer quando terminar um determinado curso profissionalizante, estamos aqui pra te ajudar. Em muitos casos, para aqueles que especializaram-se em desenho de moda, e tem conhecimento em desenho técnico manual e gráfico (corel draw) um das opções é o cargo de assistente/ auxiliar de estilo.

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O assistente auxiliará na criação, desenvolvimento e confecção da coleção, para isso ele deve ter conhecimento sobre pesquisa de tendências e materiais, nomenclaturas técnicas e até mesmo noções de costura e acabamento.

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Em sua maioria tal cargo exige maior conhecimento para desenvolver desenhos técnicos e elaboração de croquis, porém tais exigências variam de empresa para empresa, ela grande ou pequena.

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Muitos nomes famosos e mentes talentosas que trabalham hoje como estilistas e designers nacionais e internacionais começaram como auxiliares e assistentes onde durante anos adquiriram conhecimento e experiência através da mão de obra.

Sarah Burton por exemplo, trabalhou como assistente pessoal de Alexander Mcqueen durante 13 anos, em 2010, após a morte do estilista, foi nomeada como a nova diretora criativa da marca. Sarah criou vestidos para Michelle Obama, Cate Blanchett, Lady Gaga, Gwyneth Paltrow e o vestido de Kate Middleton, para seu casamento com o príncipe William.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 12 e 3

Modelagem e Moulage: o par perfeito

A modelagem é a construção volumétrica que viabiliza a industrialização das roupas, a planificação do desenho previamente criado pelo estilista. É ela quem garante conforto e funcionalidade às peças, mesmo com uma grade de numeração padronizada, que permite que as mesmas peças vistam corpos tão diferentes.

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Atualmente as indústrias têxteis e confecções estão passando por uma grande evolução, e, com a modelagem não é diferente: percebida a importância deste setor, aumenta cada dia mais a procura por profissionais que também acompanhem a evolução do desenvolvimento criativo.

Já é possível perceber o aumento dos investimentos na capacitação e na qualificação profissional do setor. Porém, o modelista deve preparar-se para alcançar o retorno que esse panorama exige: caso essa adequação não aconteça, ele se tornará um profissional atuante apenas em lugares defasados, sem muita profissionalização, onde o valor profissional não é prioridade nem tem reconhecimento.

Para conseguir acompanhar o aumento da demanda, os profissionais, além de serem seguros em sua modelagem, devem ler, pesquisar, trocar experiências com outros modelistas e investir em sua carreira, com cursos que o qualifiquem para essas inovações. Entre eles, está o curso de Moulage ou Drapping, uma técnica de modelagem tridimensional, em que todas as partes do molde são criadas em manequins (próprios para moulage ou em modelos vivos). É um  recurso muito importante, que o modelista que procura espaço renovado no mercado não deve deixar de conhecer, estudar e aperfeiçoar. Por ser uma técnica que complementa a primeira, a moulage ajuda muito a entender melhor os processos de criação, caimentos e a adequação ao corpo, o que dá ao profissional  mais precisão em seu trabalho.

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Outra ferramenta muito importante para o modelista, seja novo profissional ou já atuante, é a modelagem informatizada pelo programa Audaces Vestuário Moldes: ele ajuda a aperfeiçoar o o trabalho do modelista industrial através do Sistema CAD AUDACES. O objetivo deste programa é facilitar o processo de reprodução, ampliação e redução de moldes, estudo de encaixe e plotagem de acordo com procedimentos técnicos, trazendo assim precisão e agilidade aos processos finais da modelagem

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Invista, também, em matérias e ferramentas para auxiliá-lo. Abaixo listamos alguns dos principais materiais utilizados na Modelagem Plana, bem como para quais atividade são usados:

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– Papel : usado para fazer os moldes.
– Esquadro: para traçar linhas retas e ângulos retos.
– Régua curva grande: usada para traçar linhas curvas maiores como quadril, ou gancho de uma calça.
– Régua curva menor: usada para traçar linhas curvas menores, como cavas e decotes.
Curva Francesa: régua utilizada para traçar curvas, igual as réguas citadas a cima.
– Fita métrica milimetrada de 1,50 cm: usada para tirar as medidas, fazer escalas e todas as marcações necessárias.
– Carretilha: para transferir o desenho de um papel para o outro.
– Furador: usado nas marcações internas do molde, como pique de bolso, profundidade de pence.
– Vazador: utilizado para fazer piques nas extremidades no molde, como altura de quadril ou barra.
– Alfinetes: para prender os moldes.
– Lapiseira: com a lapiseira temos traços precisos.
– Réguas de 60 cm e 10 cm: para unir traços retos. Outros materiais também utilizados na Modelagem Plana são o giz ou lápis de alfaiate, bastante utilizado para fazer marcações nos tecidos, e a tesoura que tem a função de auxiliar a fazer os recortes tanto no papel quanto nos tecidos. Lembramos que para cada material deve ser utilizada uma tesoura diferente .

Invista em matérias e ferramentas de qualidade  para auxiliá-lo e bom trabalho!

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Por Natalina Porto da Silva Melo, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

O desenvolvimento do processo criativo

No meio da moda, estamos sempre falando, escrevendo e ouvindo falar sobre criatividade. Mas você já parou para pensar no que é essa tal criatividade?

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A criatividade já foi definida pela ciência e por diversos pensadores como uma das grandes capacidades humanas, pois faz parte do impulso biológico cerebral que incita a evolução da espécie. Portanto, todos a carregam dentro de si. O que muda de um indivíduo para o outro é o quanto ela é ou foi desenvolvida ao longo dos anos, além de qual perfil criativo cada pessoa tem, pois o fenômeno da criatividade se manifesta não somente na arte em geral, mas nos contextos sociais, políticos, científicos, etc.

Apesar das divergentes definições técnicas do termo, sabemos com segurança que a criatividade existe a partir do momento em que ocorre a percepção de um problema (ou necessidade) que precisa ser resolvido. A partir do pensamento sobre ele, a criatividade é que se encarrega de nos trazer soluções, passíveis ou não, para o mesmo. Sem título-1

O processo criativo se resume a 4 passos, bem definidos:

#1 percepção do problema ou desafio

#2 a teorização (convertê-lo em modelo teórico ou mental, usando, por exemplo, métodos de comparação com situações anteriores)

#3 consideração da solução (criação da solução, após estudo das possibilidades)

#4 produção da solução (individual ou em equipe, significa converter a ideia mental em prática).

Todo processo deve ter, necessariamente, começo, meio e fim.

Na moda, esse processo começa sempre na resposta para três perguntas básicas, antes de qualquer croqui ou peça:

Pergunta 1: por que a criação?

Pergunta 2: pelo que?

Pergunta 3: para quem irá fazê-lo?

Quaisquer sejam as respostas para essas perguntas, é a partir delas que a coleção começará a se definir. Depois desta base, virão o processo de pesquisa, as determinações para ela, e o trabalho de criação em si, que virá acompanhado das resoluções de problemas, durante a confecção, ou anteriormente, quando da aprovação dos modelos.Sem título-1

O mais importante é lembrar que todos temos o gene da criatividade dentro de nós, mas precisamos dimensioná-lo para o foco que pretendemos atingir. Como qualquer habilidade emocional humana, a criatividade também cresce de acordo com nosso próprio desenvolvimento.

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Por Haranin Julia Maria – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4 e 5