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A história das listras

Livro

Em toda a sociedade da época eclesiástica foi declarada guerra a tudo aquilo que confundia a visão: as listras, principalmente as que alternavam cores vivas (vermelho ou amarelo), por exemplo, por suscitar aos olhos da Igreja a imoralidade.

Através de estudos e análises sobre o traje listrado, é possível visualizar uma breve passagem da idade média para a idade moderna. Neste período, o status social e cultural da vestimenta listrada sofreu uma rápida transformação do conceito diabólico para o doméstico, como sinal de impureza e transgressão. Com isso a listra adquiriu novos conceitos.

Painel prisioneiros

Já passando pelos séculos XVI a XVIII, período do primeiro romantismo, observamos a ascensão das listras: as mesmas deixaram de ser ofensivas para serem aristocráticas. Os nobres as imitavam e as listras foram ganhando o seu espaço: verticais para a aristocracia e horizontais para os servos.

Painel aristocracia

Um grande tempo depois, as listras ganharam as telonas dos cinemas, vestindo gângsteres, mafiosos, pessoas fora da lei e tantos outros personagens que nos fazem referências ao crime. Desta forma, é possível concluir que as listras não desapareceram com o fim dos conceitos atribuídos desde os séculos passados.

Painel Marinheiros

As listras passaram também a fazer parte do uniforme de marinheiros, e quando a sociedade européia descobriu os prazeres dos banhos de mar, as mesmas passaram do alto mar para a costa. Os banhos também tinham finalidades terapêuticas e os médicos recomendavam o uso de roupas brancas, mas elas ficavam transparentes quando molhadas. Assim, surgiu o traje listrado moda praia. Depois, as listras da praia distanciaram-se da comparação com o uniforme dos marinheiros, e passaram a fazer parte do círculo do lazer, do esporte, da infância e da juventude.

Painel 60

Porém, atualmente, as listras ganharam um novo espaço no mundo da moda. Na década de 1960, influenciaram bastante em editoriais junto à Op Art. Existe uma grande diversidade de modelos de roupas estampadas, especialmente aquelas que dão uma disfarçadinha na barriguinha saliente e no quadril.

Hoje as listras não significam mais algo diabólico, como na Idade Média, nem transgressão social. Qualquer pessoa pode usar, mas é sempre bom procurar uma dica de um Personal Stylist para ajudar na hora da escolha, de acordo com a sua silhueta.

Atualmente

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, Manual História da Moda Sigbol Fashion, Livro: The Devil’s Cloth

A Evolução da Calcinha: Um pouquinho de história da nossa companheira do dia-a-dia

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Segundo a escritora inglesa Rosemary Hawthorne a calcinha surgiu no ano de 1800 na França. Os primeiros modelos eram chamados de calção, iam da cintura até o tornozelo e eram feitos de tecido cor de creme, semelhante ao das meias usadas na época. Entre 1837 e 1901, elas ganharam presença nos guarda-roupas daquelas que possuíam maior poder aquisitivo, e, mesmo com a popularidade, não era um assunto discutido abertamente,  pois remetiam ao constrangimento das mulheres.

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No século XIX, o que fazia sentido nas calcinhas era a sua função e simplicidade já que as mulheres não mostravam seus corpos nem para seus maridos. Na década de 20, entretanto, surgiram as calcinhas modernas, hoje conhecidas como as “calçolas da vovó”.

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Somente após a Primeira Guerra Mundial houve uma marcante modernização nas calcinhas: as saias com comprimento no joelho revelavam a diminuição das roupas íntimas, e quanto mais a saia perdia comprimento, a calcinha a acompanhava.

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Em 1970 foram lançadas as calcinhas de cintura baixa no embalo do jeans saint-tropez. Nessa mesma época, a indústria têxtil e criação de modelos se desvincularam da Europa.

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O queridinho fio dental

Consiste em uma tira de tecido ligada a uma faixa de elástico envolvendo a cintura.Com o surgimento dessas “calcinhas provocantes”, ligadas à insensatez, eram na maioria das vezes compradas pelo homem e logo depois devolvidas por suas respectivas mulheres, que as trocavam por peças mais recatadas, por acharem provocantes demais para serem usadas.

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Uma marca americana, a Frederick’s de Hollywood tornou-se referência, e o proprietário, sr. Frederick’s explorou o segmento de lingeries ousadas, a partir de 1946.

Com surpreendentes inovações, o mundo das lingeries nunca mais parou, e desenvolveu, inclusive as calcinhas comestíveis (as quais fazem o maior sucesso em diversos países). Hoje em dia os estilistas e designers trabalham para motivar clientes a renovarem suas gavetas a cada estação. Em catálogos e coleções, o nome adequado não é mais roupa debaixo nem lingerie e sim “Moda Íntima”.

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Podemos encontrar calcinhas de todos os gostos e bolsos, das mais discretas as ousadas, fofas, criativas e divertidas.

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A Sigbol desenvolveu um modelo de calcinha fio dental para inspirar e aguçar as ideias, de modo criativo ensinamos nossas alunas a desenvolverem a linha praia, íntima e noite! Venha conhecer, marque uma visita e surpreenda você mesma.

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Por Nayara Camila Diniz, professora do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.