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Frida Kahlo parisiense

It Girl argentina, fashionista, boêmia, artista e libertina, essa foi Leonor Fini, considerada por muitos a “Dalí fêmea” ou a versão parisiense de Frida Kahlo.fini boêmia

Porém atualmente seu nome e sua história são desconhecidos pela maioria, até mesmo em Paris, onde viveu maior parte de sua vida,  dominou o mundo das artes e foi umas das raras mulheres a embarcar no movimento surrealista, que até então era dominado por homens.

Leonor nunca teve formação artística, adolescente ainda na Argentina, desenvolveu uma grave doença ocular e passou meses de olhos vendados, quando curada começou a expressar a criatividade e visões que teve durante a cegueira. Assim que mudou-se para Paris logo ingressou no mesmo círculo artístico que Salvador Dalí e Picasso.fini pintora

Em pouco tempo, o mundo da arte estava encantado com o erotismo de Leonor. Um trabalho sem remorso que começou a ser exibido ao lado de outros grandes nomes surrealistas.5357580c0e7c1caab64b7e7c2011dca0 leonor-fini-estampes-lithographies-1976-lecon-de-botanique leonor-fini-peintures-huiles-1984-les-carcans

Uma feminista antes de seu tempo, feroz e independente, Leonor trilhou seu próprio caminho e se projetou também para o mundo da moda. Estava constantemente em destaque frente a diversos holofotes com suas roupas extravagantes, aparecendo em todas revistas de todo o mundo. A imagem de Leonor como It Girl foi muitas vezes mais destacada que sua própria arte.

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E criou sets elaboradíssimos para teatros e óperas. Além de ser a mente criativa por trás do frasco de perfume icônico de Elsa Schiaparelli’s “Shocking”, que pouco tempo depois se tornou a inspiração indiscutível de outros famosos frascos de perfume.ac3e64786b633b3cd82eaf04f467802a Elsa4-652x489

Até sua morte, em 1996, Leonor viveu em seu apartamento parisiense, com dois amantes e seus 17 gatos persas, no fim de sua vida suas obras nada valiam, porém hoje sua arte, ainda lembrada por poucos, é celebrada por sua genialidade e delicadeza.cc5ad3b85b427501a4966d79750118f0

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2

Você é um(a) gótico(a) suave?

Em tempos difíceis como o que estamos vivendo, com crises econômicas e ambientais, conflitos religiosos, intolerância e desigualdade, o preto sempre ressurge como tendência em forma de luto e reclusão ao caos.

“Para confrontar os maiores medos da sociedade, incorporamos a escuridão.” Tal ideologia é adepta de várias subculturas, em sua maioria a punk e sua vertente que mais caracteriza o look total black, o gótico.

Os góticos propriamente ditos (que usam o preto e outros elementos como estilo e não como tendência), são apreciadores da arquitetura e das artes produzidas na Idade Média, da literatura entre os séculos 18 e 19 e da música que traz em suas letras e ritmo o grotesco e a densidade do macabro.painel1

Derivações desta vertente surgiram recentemente, fazendo emergir das redes sociais um “subestilo”, o pastel goth, este acrescentando as características já existentes elementos designados kawaii (expressão muito usada no Japão, pelos jovens, adeptos da cultura pop que qualifica algo como infantil e fofo).

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As características citadas acima fazem parte de vertentes e/de subculturas que as usam como estilo de vida.

O termo “gótico suave” surgiu com a aparição da cantora Lorde no mundo e mídia pop, a qual segue um estilo de looks sóbrios de cores escuras e modelagens amplas, que a destoa dos outros jovens e artistas, isso não significa que a mesma SEJA gótica.tumblr_ng16qo8Q2m1rlt5o0o1_500

Isso mostra como a moda e a música sempre andaram juntas, isso ocorre principalmente quando uma tendência precisa ser vendida e aceita pela massa (grande público), neste caso o preto! E para que isso aconteça artistas mostram essas tais tendências em forma de estilo, como um produto com apelo de novidade e isso muitas vezes leva a um retrocesso ao amenizar a essência de estilo de vida de um grupo de pessoas (como suavizar o gótico para que este seja mais aceito)

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2

A MODA E A CRISE

A década de 30 começa com a queda da bolsa de valores de Nova York e isso reflete explicitamente numa crise mundial; pobreza, escassez e desemprego em estado alarmante. E como a Moda é o espelho da história, e em sua fase mais glamorosa também foi afetada pela economia da época.

As divas do cinema, o ar esnobe masculino e um estilo de vida baseado no esporte e banhos de sol (o que ocasionou a adaptação do vestuário como maiôs e shorts) levaram a moda a outro patamar; a resistência!

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No auge da crise o uso de materiais mais baratos passou a ser usado na confecção de vestidos de gala inspirados no cinema e na riqueza daqueles que não foram atingidos pela mesma. E com surgimento de uma nova necessidade é sempre acompanhado de um produto ou ideia que a sacie, foram criados os primeiros tecidos sintéticos (nylon e cetim), mais baratos e duráveis foram utilizados na fabricação de meias calças a partir de 1939.

De 1929 á 1939 (ano que deu início a 2° Guerra Mundial) o mundo passou por mudanças, porém adaptou-se a elas.

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O novo repete o velho!

E a moda resiste.

E sobrevive.

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

DICAS DE DESENHO!

Antes de qualquer tipo de criação, o artista precisa saber com que tipo de material ele vai (ou pode) lidar!

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O mesmo ocorre com o estilista que antes de criar uma coleção precisa pesquisar o uso de novas tecnologias como fibras e processos de tecelagem que formam o tecido.

O tecido que é a alma e o coração de qualquer look!

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Sabendo com que tipo de tecido vai lidar, o estilista começa então o processo criativo, o desenvolvimento da coleção, os croquis ♥.

E para que o croqui possa condizer com o resultado esperado é preciso observar o caimento do tecido escolhido sob o corpo humano.

A Equipe Sigbol te dá algumas dicas e uma grade de cursos profissionalizantes de desenho e estilismo.

  • Antes de começar a sombrear, faça um estudo de luz e sombra, onde estão posicionados os focos e sua respectiva intensidade.1 - percepção de luz e sombra, observação

 

  • Feito isso, comece a fazer o degradê (gradualmente do claro ao escuro/ do escuro ao claro)1.3 - degradê

 

  • E tenha controle sob sua coordenação motora, caso haja algum stress ou desfoco momentâneo faça exercícios de coordenação!1.2 - controle

 

  • Observe a quantidade de “dobras”, franzidos e drapeados. Suas profundidades (sombra) e saliências (luz).2 - dobras 2.1 - caimento

 

  • Antes de vestir, certifique-se de que a anatomia do movimento (movimento é o nome dado ao croqui ainda sem as vestes) corresponde ao gênero escolhido e que todas as suas partes estejam proporcionais.3 - anatomia adequada
  • Use sempre que possível uma base para observação de movimentos (uma foto de revista, um boneco articulado) assim a anatomia não fica a desejar!

5 - a importãncia da proporção do movimento

 

  • Ao vestir o tecido escolhido sendo ele de caimento mole ou seco deve seguir as curvas do corpo.5.1 - movimento em movimento

 

  • Isto posto, existem variados instrumentos que poderão facilitar o sombreado do caimento.4.0 - esfumar 4 - esfuminho

 

  • E para que não haja sujeira inesperada no seu croqui use uma folha abaixo da mão de apoio.4.1 - sujeira

 

Gostou das dicas?

Tenha um acompanhamento profissional e muitos mais conselhos e dicas sobre o mundo da moda aqui na Sigbol Fashion!

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1

A moda conceitual foi feita pra você sim!

Quando nos deparamos com aqueles desfiles que são megaproduções, e as roupas são uma obra de arte que no primeiro momento pensamos ser inutilizáveis, nos perguntamos: Mas quem vai usar isso?

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O intuito tanto da arte quanto da moda conceitual é fazer o telespectador pensar, parar e refletir sobre o tema e ideia proposto mesmo que não seja de seu agrado, que ache estranho, ofensivo ou até mesmo embaraçoso, o importante é apreciar e desvendar o conceito que o artista está vendendo.

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Ok, eu entendo. Você acha que isso não tem nada a ver com você.

Mas tem, e muito! A moda conceitual é um diamante bruto a ser lapidado. Uma ideia que será, depois de apresentada, desconstruída e seus elementos serão simplificados e colocados a venda em peças comerciais mais simples.

A própria proposta da moda conceitual nos faz pensar sobre a rapidez da própria moda, e como a ela muda a cada seis meses. É como mudar de pele (e muitas vezes a roupa é nossa pele ou, ao menos, a pele que a gente gostaria que os outros vissem por ai) duas vezes ao ano!

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O desenvolvimento da criatividade é um passo muito importante para fazer qualquer tipo de criação, ela sendo arte ou vestimenta. Para aguçar esse lado artista e te ajudar a desenvolver e elaborar ideias, temos nosso curso de estilo recheado de oportunidades e aulas que desabrocharam o estilista conceitual que há você!

E da próxima vez que assistir um desfile com essa temática aprecie!

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2