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Cabelo colorido, de onde vem?

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Há várias temporadas as cores invadiram e enfeitaram os fios dos cabelos dos mais ousados e modernos pertencentes ou não a certas tribos urbanas. As tonalidades variam de acordo com cada estação, porém o colorido está sempre presente. Mas essa tendência não é tão nova assim. Ela já foi febre há mais de 500 anos.

A moda era pulverizar (propagar pó; cobrir de pó; jogar pó sobre alguma coisa) os cabelos, perucas e extensões capilares com materiais desde amido de milho ou farinha de trigo e até crina de cavalo. A princípio tal processo era feito com o intuito de desengordurar os fios das perucas.tumblr_mm3dnlnjQi1qzerjgo1_500150618_10151379448082369_1828995796_n

Tal moda foi introduzida a sociedade por Henrique IV da França (1589-1610) para disfarçar os cabelos grisalhos pulverizando-os com um pó escuro.rei1

No século XVIII tomou conta da cabeça de todos na alta sociedade, homens e mulheres tornavam-se respeitados por terem os cabelos coloridos. O uso do pó na cor branca evidenciava a riqueza de quem o usava, em contraponto quanto mais forte a cor mais respeitável a pessoa pareceria.tumblr_inline_mqt6d6nOmx1qz4rgp

Mais tarde, em 1780 todos os jovens nobres tinham seus cabelos naturais (ou não) pulverizados.

A febre colorida acabou quando em 1789 deu-se início a Revolução Francesa, o que representou a decadência da nobreza.

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 23 e 4

Caveirismo, de onde vem?

Tanto no submundo alternativo entre os góticos e os punks, quanto na moda mainstream (o fast fashion que veste a massa dominante) as caveiras estão presentes em estampas corridas ou localizadas, em acessórios e tatuagens, cada uma significando algo (ou não) para quem a carrega no corpo ou na pele.

Celebrações como Dia de Los Muertos no México, o Halloween  nos Estados Unidos e até mesmo o Zombie Walk utilizam essa estética mais sombria cheia de caveirismos.

E não tão diferente de nós aqui do Continente Americano,  a tribo Omo Masalai em Nova Guiné também faz suas celebrações em um festival denominado Sing Sing onde os membros pintam seus rostos e corpos com desenhos e formas que nos remetem à passagem entre a vida e a morte.

PNG Bird of Paradise feathers story - Jungles Pic: Copyright Timothy Allen. IT IS FORBIDDEN TO REPRODUCE THIS IMAGE IN ANY MEDIA WITHOUT WRITTEN PERMISSION. BBC Human Planet

Nota-se a semelhança e a impressionante estética entre tal ritual e o cenário alternativo ocidental.

Ao contrário do que muitos pensam os primórdios de tal estética no mundo fashion deu-se a partir da moda mainstream, com aparição de Elsa Schiaparelli juntamente com Salvador Dalí na década de 20. Foi precisamente em 1938 na coleção denominada Circus que ambos criaram o vestido esqueleto dando início a peças inspiradas em caveiras durante o século XX.Untitled-1

Com o decorrer dos anos essa tendência se renovou em desfiles de designers renomados como Alexander Mcqueen, Christian Lacroix, Iris Van Herper, Alexandre Herchcovitch, etc.

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S„o Paulo, Brasil ñ 21/01/2010 - Desfile de Alexandre Herchcovitch Masculino durante o S„o Paulo Fashion Week - Inverno 2010. Foto: Marcelo Soubhia / Ag. Fotosite

Nas subculturas e seus representantes musicais, a estética se faz presente na forma mais questionadora e impressionante possível.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4 5

Nem só de branco vivem as noivas!

Quando pensamos em casamento, uma das primeiras imagens que nos vem a cabeça é a noiva, mais especificamente o vestido branco da noiva.

Usar trajes brancos em cerimônias matrimoniais não se aplica em todos os cantos do globo, principalmente pelo continente asiático! É possível ver essa cultura do vestido branco em países que possuem o cristianismo como religião dominante.

Originalmente o branco era usado para representar o luto, e em certos países asiáticos ainda é associado a funerais e velórios.

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Tailândia

Entre os anos 60 e 70, a rainha Sirikit foi a maior influência de moda na Tailândia, segundo seus habitantes que a consideravam a mulher mais bem vestida do mundo.

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Rainha Sirikit

O estilo wrap-dress se faz presente na parte superior do look que cobre um dos ombros com o sabai (xale de seda).

O branco não é uma das opções mais escolhidas entre as mulheres tailandesas, que preferem cores em tons pastel e creme.
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Afeganistão

Entre os Kuchi, tribo nômade afegã, as vestes mais tradicionais entre as noivas são vestidos brilhantes e coloridos, seguidos do estilo khamak (bordado feitos com fios finos muitas vezes costurando metais ou moedas ao tecido) e estampas geométricas.

A cor verde é muito comum, pois é associada ao paraíso segundo a tradição islâmica do local.afeganistao

 

Vietnã

Os vestidos das mulheres vietnamitas inclui ao look, indo contra as tradições da maioria das noivas, calças!

O mais tradicional traje feminino para casamentos e o áo dài que se constitui de uma longa túnica de seda por cima das calças.

Quanto a cor, o vermelho é o mais escolhido entre as noivas, pois para muitos pode trazer sorte ao casal.

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Índia

A moda das noivas indianas é ornamentada de diversas cores e estilos, porém a seda vermelha é a mais tradicional.

Além dos vestidos em cores vibrantes, as jóias são acessórios obrigatórios nos casamentos indianos como o bindi ou o tikka que enfeitam as cabeças das noivas e o mehndi, ou as famosas tatuagens de henna que tipicamente lhe são feitas nos pés e nas mãos.india

 

Coréia

Ambas as Coréias compartilham de histórias que incluem vestes e silhuetas bastante específicas.

O hanbok é o mais tradicional vestido de noiva usado pelas coreanas, perante a cultura do local cada hanbok é único e feito especialmente para a noiva que irá usá-lo, suas cores variam conforme as classes sociais. Os cabelos são enfeitados com grampos ou coroas.
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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e Apostila de História da Moda Sigbol Fashion

Revival Part.3: Peyton Knight (anos 70)

Estrela da última coleção da Gucci, Peyton Knight com apenas 17 anos é um dos nomes mais comentados da temporada de Verão 2016 internacional, tornou-se a queridinha de fashionistas desde Marc Jacobs a Miuccia Prada.

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Descoberta em um cinema de sua cidade natal, St. Louis, Peyton desfilou pela primeira vez  para Alexander Wang, além de Marc Jacobs e Victoria Beckham; na Europa, para Gucci, Prada, Fendi, Balenciaga, Chanel e até Versace que costuma optar por modelos mais sexies.

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Peyton faz parte de uma geração de modelos que sustentam o movimento gender-bender que brincam com a beleza exótica e looks sem identidade de gênero.

Seu estilo, e principalmente seu corte de cabelo vintage, nos remete diretamente aos anos 70, que também foi, é e será tendência com variações do estilo boho em 2016.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3 e 4

Revival Part.2: Cabochon (anos 80)

Nos anos 80, a moda teve suas formas mais estruturadas, exageradas e retilíneas, e para acompanhar tal evolução as jóias também sofreram alterações, essas porém foram em direção contrária às linhas retas do vestuário da época.

As gemas de pedras preciosas, semi-preciosas e bijuterias ficaram em formato arredondado, através de um polimento e lapidação que chamamos de cabochon.chanel

A combinação de pedras coloridas e redondas transformou-se rapidamente na imagem que o público começara a cobiçar. A Bvlgari, loja de artigos de luxo, relógios e alta joalheria foi a pioneira que inovou e investiu nessa novidade criando os mais belos modelos, usados pelas mais belas atrizes ícones do cinema, como Liz Taylor.418a66131034906b451b81b2312fbaca

O revival desta tendência nos anos 80 se fez no pescoço de outra estrela do cinema, Olivia Wilde no red carpet no Golden Globes 2016.Olivia-Wilde1

Em 2014, a Bvlgari promoveu um evento seguido de uma exposição para celebrar os 125 anos da joalheria, em que muitas famosas exibiram os modelos emblemáticos dos anos 80.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3