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A história do cadarço

Foto 1Cadarço: um cordão usado para prender os sapatos e ajustá-los ao pé. São compostos de um determinado número de fios longitudinais (urdume) e transversais (trama), além de possuir um acabamento chamado de ourela ou canutilho. Siiiiimmmmm, um pouco parecido com os tecidos planos.

Slip On

O cadarço se tornou muito popular apenas no século 20. Anteriormente, os sapatos eram do estilo “slip-on” (do tipo em que escorrega o pé para dentro do sapato), amarrado ou abotoado. Mas como assim abotoado? Antigamente os sapatos eram fechados com botões e para isso era preciso a ajuda de um instrumento especial que facilitava o fechamento por meio de ganchos.

ImagemNão se sabe ao certo quando o cadarço surgiu, pois os sapatos eram feitos de materiais que se deterioraram rapidamente. Mas existem alguns registros arqueológicos usados pelo homem primitivo da idade do Bronze, um simples emaranhado de pedaços de couro ou grama presos à alguma forma de cordel, feito de couro e cadarços feitos de corda e lascas de cal.

Pre historyQuanto aos sapatos, no sentido em que nós os conhecemos hoje, o Museu de Londres tem exemplos documentados de calçado medievais datados do século XII, o que demonstra claramente o cadarço passando por uma série de ganchos ou ilhoses na frente ou lateral do sapato.

FashionO inventor do cadarço moderno é supostamente Harvey Kennedy, mas diversas formas apareceram em várias épocas da história. Podem ser feitos de couro, algodão, juta ou de outros materiais utilizados na fabricação de cordas. Nos modernos eram incorporadas diversas fibras sintéticas, porém são mais escorregadias e desfazem o laço facilmente. Para que os fios fiquem bem presos, são utilizados canutilhos, facilitando também na hora de transpassar no sapato.

Hoje existem diversos tipos de cadarços e formas de amarrar e a gente te dá algumas dicas criativas:Dicas

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.

Manual de História da Moda Sigbol Fashion

A MODA E A CRISE

A década de 30 começa com a queda da bolsa de valores de Nova York e isso reflete explicitamente numa crise mundial; pobreza, escassez e desemprego em estado alarmante. E como a Moda é o espelho da história, e em sua fase mais glamorosa também foi afetada pela economia da época.

As divas do cinema, o ar esnobe masculino e um estilo de vida baseado no esporte e banhos de sol (o que ocasionou a adaptação do vestuário como maiôs e shorts) levaram a moda a outro patamar; a resistência!

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No auge da crise o uso de materiais mais baratos passou a ser usado na confecção de vestidos de gala inspirados no cinema e na riqueza daqueles que não foram atingidos pela mesma. E com surgimento de uma nova necessidade é sempre acompanhado de um produto ou ideia que a sacie, foram criados os primeiros tecidos sintéticos (nylon e cetim), mais baratos e duráveis foram utilizados na fabricação de meias calças a partir de 1939.

De 1929 á 1939 (ano que deu início a 2° Guerra Mundial) o mundo passou por mudanças, porém adaptou-se a elas.

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O novo repete o velho!

E a moda resiste.

E sobrevive.

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

A alfaiataria e o alfaiate: uma arte, um artesão!

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A profissão de alfaiate vem de longe. Definida como uma das mais antigas do mundo, o termo tailor (em inglês) existe desde 1297. A ocupação nasceu depois do Renascimento, época que surgiu uma preocupação maior em mostrar as formas do corpo. A partir daí, nem todo mundo conseguia confeccionar sua própria peça de roupa: um estudo do corpo humano era necessário e mais de uma pessoa poderia ser envolvida no processo. Foi aí que o papel do alfaiate cresceu nas sociedades – anteriormente, sua importância era a mesma de um tecelão.

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Alguns anos se passaram e, a partir da Revolução Industrial, o foco da alfaiataria se voltou para Londres que, como uma forma de rebeldia, trocou as perucas brancas pelo cabelo cortado e os brocados e veludos por tons sóbrios de lã. Nessa época surgiram os dândis, com a alfaiataria – terno completo e gravata – como a conhecemos hoje. Este foi o ponto de partida para que Londres se tornasse referência mundial.

A alfaiataria é a arte de criar roupas masculinas, tais como ternos, calças, coletes, camisas, paletós e muitas outras, de caimento perfeito e tecidos específicos, que compõem os visuais sociais e de black tie masculinos. As peças são criadas de forma personalizada, sob medida, de forma exclusiva e artesanal.

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No Brasil, os primeiros alfaiates chegaram junto à corte portuguesa, e foram passando seus conhecimentos por gerações. Hoje, a alfaiataria tradicional voltou a ter a exclusividade que tinha quando começou. Poucos homens investem em peças feitas sob medida, e quem o faz dificilmente volta a comprar um terno pré-fabricado. A profissão, infelizmente, ainda é realizada por poucos profissionais, mesmo em âmbito mundial.

O alfaiate deve ser um profissional apaixonado por moda e vestuário, capaz de transformar tecidos em peças com qualificação industrial, porém artístico-artesanal e sob medida. Para o exercício da profissão, é recomendável qualificar-se através de cursos, aprender a forma correta do uso das máquinas de costura profissionais e fazer excelentes acabamentos, já que, nesse tipo de look, quaisquer erros, pequenos que sejam, saltam aos olhos ao perderem o caimento correto.

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As áreas de atuação de um alfaiate são diversas: existem, ainda hoje, os alfaiates autônomos, que trabalham em seu próprio ateliê; para além, nas indústrias de confecção, normalmente são responsáveis pela primeira modelagem das peças que entrarão na linha de produção em série; já no comércio, é comum haver um ou mais profissionais, parte da equipe, que é responsável pelos ajustes das peças pré-construídas, vendidas nas lojas.

Um bom alfaiate normalmente desenvolve uma clientela cativa, e são considerados “consultores de moda”, sugerindo e orientando seus clientes no uso adequado de tecidos, cortes, caimentos, etc, conforme tendência de moda e características pessoais, como silhuetas e tons de pele.

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Por Keyla Ferreira, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13

Moda & Arte – Ilusão de Ótica

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Em algum momento você já deve ter se deparado com alguma foto ou imagem de uma ilusão de ótica. Ela mexe bastante com nosso inconsciente, pois muitas vezes ficamos por algum tempo sem saber o que está ocorrendo, enxergamos várias coisas, rostos, animais, objetos, em qualquer lugar. Pode ser em azulejos e quadroseye-optical-illusion1, benjamins, etc.

Damos o nome de ilusão de ótica às imagens que enganam o nosso sistema visual. A ilusão faz com que enxerguemos qualquer coisa que não esteja presente ou faz com que enxerguemos imagens de uma forma errada.

A imagem de um objeto, transmitida pela visão ao cérebro, é decifrada e interpretada. Porém, em determinadas condições, essa interpretação pode ser errônea, pois temos DOLOR-EP-artwork-released-on-Technicolour-Records-Illustration-by-Anna-Higgiecerta dificuldade em comparar ângulos, comprimentos e distâncias. A essa ela que damos o nome de ilusão de ótica.

E isso vem durante muito tempo na história. E o mundo fashion adquiriu como uma forma conceitual e até mesmo alternativa para o dia a dia, disfarçando o quadril, a barriguinha, o comprimento e a largura. Equilibrando e atraindo o olhar para outras áreas específicas do nosso corpo.

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As peças com efeitos ópticos são incríveis e provam de forma ainda mais clara e definitiva como a roupa pode influenciar o desenho da silhueta.

Em relação à moda e arte, muitos estilistas já atribuíram a ilusão de ótica como conceito do seu desfile, em busca de design e inovação no mercado.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 12, 345.

Creative Friday – Deuses do Olimpo

Musas

Mitologia Grega é um conjunto de histórias e lendas, sobre vários deuses, heróis, titãs, ninfas, e centauros. Originou-se da união das mitologias: dórica e micênica. Seu desenvolvimento ocorreu por volta de 700 a. C.

Pode-se dizer que na Grécia Antiga a religião era politeísta, pois os gregos adoravam a vários deuses. Não existiam escrituras a respeito da Mitologia Grega. As principais fontes a esse respeito foram escritas no século VIII a.C. Nas narrativas Ilíada e Odisséia são descritos os grandes acontecimentos envolvendo heróis e deuses.

Os deuses, além de ter forma humana, tinham sentimentos humanos como amor, inveja, traição, ira, entre outros. Suscetíveis a esses sentimentos, era comum os deuses se apaixonarem por humanos e com eles terem filhos. Moravam em um imenso palácio, em algumas versões de cristais, construído no topo do monte Olimpo, uma montanha que ultrapassaria o céu. Alimentavam-se de ambrósia e bebiam néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites. Alguns heróis da Mitologia Grega eram filhos de deuses e humanos. Os deuses, diferentes de seus filhos, eram imortais.

Painel Deuses do Olimpo

Vamos conhece-los?

Deusa Deusas do Olimpo - Juliana Porto IMG_4115 IMG_4116 IMG_4117 IMG_4118 IMG_4119 IMG_4121 IMG_4123 Tritão 1 Tritão 2