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A história e curiosidades sobre o couro

A palavra couro destina-se ao material oriundo exclusivamente da pele animal, curtida por qualquer processo, utilizado como matéria nobre para a confecção de diversos artefatos para uso pessoal.

O couro foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos para se proteger e aquecer o corpo. Mas antigamente ele apodrecia com facilidade, pois não existia processos ou agentes químicos na época.

Pesquisadores acreditam que as primeiras evidências do uso de couro curtido são do Egito antigo, 3 mil anos a.C. Nos túmulos egípcios foram encontradas sandálias de couro e vários outros produtos feitos com pele animal. O estado de conservação destas peças milênios depois, mostra que a técnica de curtir o couro já era conhecida a muito mais de quatro mil anos atrás.

O processo de curtimento do couro feito pelo povo hebreu na Idade Antiga, era feito com a casca do carvalho e é possível que tenham aprendido esta técnica durante o período em que ficaram no cativeiro no Egito.

Também, na idade Antiga, os pergaminhos usados para escrever textos, mensagens, etc. eram feitos de peles curtidas de ovelha, cabras, ou bezerro.

Na China, a fabricação de objetos em couro já era muito praticada antes da Era Cristã.

Pouco tempo antes do século XX, químicos americanos observaram algumas ocorrências durante o trabalho de curtir as peles. Descobriram agentes que deixavam o couro mais flexível do que curtido pelo processo tradicional. Com isso, passaram a realizar um novo processo para curtir o couro, agora à base de óleo e sabão. Este processo foi um grande avanço para a indústria de calçados, tornando a milenar técnica de curtimento de couro com as cascas de árvores muito menos usada.

Hoje, graças a tecnologia avançada, existem diversas possibilidades de substituição do material.

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Pelo núcleo de criação da Sigbol.

Referências: 123456.

Manual História da Moda – Sigbol

Telma Barcellos

Curiosidades da Moda: Decotes

Porém, a roupa mais antiga do mundo, conhecida como Vestido Tarkhan, possuía pregas e um decote em V e foi encontrada no Egito, ou seja, com a duração de 5.100 a 5.500 anos.  Este registro é tão importante da história do vestuário que pode ser considerado um indício que o decote surgiu a dois milênios antes.

Com o passar do tempo e o notar que os decotes tornavam as mulheres mais sensuais, os decotes ganharam espaço no vestuário feminino durante a Idade Média e mais variação de uso, como formato quadrado, arredondados, em V, na frente ou nas costas. Além do mais, o espartilho era um grande aliado dos decotes, porque levantava e valorizava os seios, mas caiu em desuso por ser muito desconfortável, entretanto o sutiã continua a desempenhar este papel e ainda é um grande aliado dos decotes até os dias atuais.

No início do século XX, o modelo dos decotes passaram a ser discretos. Era comum que as mulheres usassem roupas sem decotes, com golas em modelos que cobriam todo o colo.

 As peças com decotes conservadores permaneceram em alta até a década de 20, os também conhecidos “Anos Loucos”. Apesar, de ser uma época onde apresentava muita ousadia na revolução do vestuário feminino, o decote foi ressurgindo, acompanhando o ritmo das mudanças no comprimento das saias, que encurtaram alguns centímetros mostrando os tornozelos e os decotes voltaram a mostrar um pouco mais o colo das mulheres. Já nos anos 30 trouxe a chegada do decote nas costa, mesmo quando a moda da década permaneceu discreta, afetada pelos os efeitos da guerra.

Os anos 40 trouxera o decote envelope, um dos modelos mais usados nessa década tanto em vestidos, quanto nos casacos.

Já nos anos 50 os decotes começam a ser mais ousados em maior variedade de roupas. Esta década também foi responsável pelo sucesso do decote “princesa” ditado pela coroação da Rainha Elizabeth II e eternizado por estrelas como Audrey Hepburn. As estrelas da época também eternizaram o decote em V e o tomara que caia.

Nos anos 60 os ousados vestidos tubinhos tinham decotes arredondados ou quadrados com arremates e modelos inovadores, mas não eram muito profundos. Os decotes altos dos anos 60. Já a década de 70 traz consigo o decote ombro a ombro, os modelos ciganinha que acompanhavam a onda Hippie e também o decote frente única.

Os anos 80 trouxeram decotes assimétricos de variados tipos, e os anos 90 consagraram os decotes retos e os drapeados.

Atualmente os decotes ganharam diversos formatos, alturas, tamanhos e até volumes, principalmente na passarelas.

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Núcleo de Criação da Sigbol

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.

 

A clássica estampa de poá

O poá se tornou um ícone da moda na década de 50 e tem uma forte ligação com as Pin-ups. De lá para cá, nunca mais saiu de moda.

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Existem algumas divergências sobre a criação da estampa de Poá. O primeiro registro do termo “polka dot”, que é um dos nomes dados a esta estampa, foi na revista literária Yale, Volume 122, página 7 no ano de 1854.

Outra história conta que o poá ficou popular com a Polka, dança típica da Polônia, no fim do século XIX. Segundo os registros, alguns pesquisadores acreditam que a estampa de bolinhas foi inspirada nos movimentos circulares dessa dança festiva.

 

Na terceira história, muita gente acredita que o produtor de cinema Walt Disney criou esta estampa para sua personagem Minnie Mouse, para se destacar das listras e xadrez que estavam na moda na época.

Apesar de existir a muito tempo, a estampa atingiu seu o auge nos anos 50. Na sequência dos anos 40, marcados pela sobriedade e looks mais sérios, as bolinhas trouxeram leveza, diversão, romantismo e feminilidade para a moda.  E seguiu sendo um sucesso também nos anos 60. Conquistou estilistas como Dior e marcou figurinos de estrelas de Hollywood, como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn. Virou até tema de música, como a versão em português da canção “Itsy bitsy teenie wennie yelow polka dot bikini – (Era um biquíni de bolinha amarelinho)”, interpretada por Brian Hyland, estourou nas paradas de sucesso!

Atualmente o poá continua conquistando e dando destaque em vários looks por aí, seja moderno ou vintage, segue desbravando os estilos mais variados e ganhando as passarelas

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Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Manual Técnico Sigbol História da Moda

Pelo Núcleo de Criação da Sigbol.

Curiosidades da Moda: A história do tecido Jacquard

Cada tecido tem sua particularidade. Eles são diferenciados pela sua estrutura (entrelaçamento dos fios de urdume junto a trama), e sua fibra (material utilizado para a fabricação, sintético ou natural). Porém, sua textura é determinante para o acabamento, como caimento e aspecto do toque. E com o Jacquard não é diferente,  um tecido antigo e com uma estrutura riquíssima em possibilidades de visual e textura, além de poder ser tecido em diferentes espessuras, utilizado para peças de roupas, cortinas, estofados etc.
Uma das invenções mais importantes da História, o tear deste tecido foi criado em 1801 por Joseph Marie Jacquard, tecelão francês e inventor do tear mecânico. Ele construiu uma máquina inteiramente automatizada, que podia fazer desenhos muito complicados. Toda essa operação era feita manualmente e ele resolveu optar pela praticidade, a cada segundo, ele tinha que mudar o novelo, seguindo as determinações do contratante. Com o tempo, Jacquard foi percebendo que as mudanças eram sempre sequenciais e inventou um processo simples: cartões perfurados, onde o contratante poderia registrar, ponto a ponto, a receita para a confecção de um tecido.
De início essa invenção incomodou muitos tecelões. O medo de que a máquina pudesse ocupar seus espaços de trabalho gerou muitas revoltas, não apenas na França, como também na Inglaterra, onde os movimentos anti-indústria eram bem fortes. A notícia sobre o Jacquard foi um dos fatos que impulsionaram o movimento inglês ludista (que consistia em invadir as fábricas e destruir as máquinas que produziam as mercadorias da indústria têxtil).

 

Entre 1820 e 1839 o Jacquard se tornou um dos principais sistemas de padronização têxtil no mundo, até ser substituído pelo tear mecânico de maquineta em 1840.

Hoje, por conta da tecnologia as máquinas estão mais avançadas e existem projetos inovadores, onde o objetivo é desenvolver máquinas mais modernas de tear industriais e tricô 3D para criar roupas inteligentes que poderão funcionar como computadores vestíveis. Por enquanto, apreciamos a beleza do tecido em passarelas e utilizamos nas mais diversas possibilidades de criação.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

Manual Técnico Dicionário da Moda Sigbol, Manual Técnico História da Moda Sigbol

O futuro é Fashion!

O cenário da moda vai além das tendências, estuda acima de tudo a sociedade e seu comportamento futuro.

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Esta previsão se baseia por meio de comparações entre o passado, identificando quais provocaram alteração ao longo da história.

O objetivo é conhecer as necessidades futuras da humanidade, antecipando consequências de atitudes atuais e identificando oportunidades, para diminuir riscos na decisão de projetos.

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Assim como as tendências, a vista futura da moda são lançadas a todo tempo, já que o processo está cada vez mais acelerado devido aos meios de comunicação.  É por isso que o mercado precisa estar a par das tendências e novas tecnologias, há quem deseje converter esse papel do consumo rápido através da sustentabilidade e da conscientização . Mas até lá o futuro, apesar de incerto, é Fashion!

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3.