Arquivo da tag: Handmade

Passo a passo – Bolsa feita com blusa de lã

Materiais:

  • Um par de alças para bolsa
  • Meio metro de feltro
  • Meio metro de malha ou tecido de algodão para o forro
  • Tesoura
  • Linha
  • Agulha
  • Alfinetes

1

 

  • 1° passo:

Recorte a blusa retirando a parte das mangas e gola, corte um pedaço, dobre a blusa ao meio e recorte o restante deixando do tamanho desejado.

dvs v

 

  • 2° passo:

Coloque o forro sobre o feltro em seguida a blusa já do tamanho correto, recorte deixando todos do mesmo tamanho.

a

 

  • 3º passo:

Vire a blusa no avesso, pegue o feltro colocando um pedaço em cada lado da blusa, alfinete e costure em seguida no fundo da bolsa, faça um triangulo nas pontas e costure, após finalizar as pontas, coloque a blusa no lado direito novamente.

Untitled-1

 

  • 4° passo:

Centralize a alça e deixa-a em cima da blusa, coloque uma tira ou o mesmo tecido do forro para prender a alça dos dois lados da bolsa com alfinetes e separe, pegue o tecido do forro, costure as laterais e o fundo costure somente um pedaço de cada lado deixando-o aberto.

a1

 

  • 5º passo:

Puxe o forro a blusa que deverá estar do lado certo e com as alças, em seguida coloque o forro dentro da bolsa.

22

 

23

(Dica: se preferir, você pode costurar com a máquina de costura ou utilize o “ponto atrás” para fazer o acabamento à mão.)

 

*

Por Pri Marx, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Creative Friday: Bordado

tumblr_lydxfvhSIE1qchjs4o1_500

Essa semana CUSTOMIZAMOS os nossos croquis!

Como?

Com bordado!

7806905147f314c37b52249270607aa1c389f43a

Sim! Essa arte milenar que desde os primórdios enfeita adornos com desenhos e formas históricas.

Os gregos e egípcios foram os primeiros a utilizar tal forma de arte em vestimenta, ainda no Oriente, séculos depois o bordado ganhou forma e muitas vezes o tecido a receber os pontos contavam histórias de guerras.

Bordado10701080Catedral

Com o incentivo de mosteiros da época, rainhas e damas da corte durante o século VI em diante adotaram como hobby o bordado que se espalhou pela Europa e Ásia.lilac_simple_embroidery_by_uszatyarbuz-d6cngdj

Tempos depois a máquina de bordar foi criada, porém o uso da agulha e da linha manualmente nunca perdeu seu espaço e charme!

346bordadefotocriselieli2haraninmepaolaCreative-bordado

Creative Friday - Cheyenne 15092015 IMG_20150916_190619IMG_5953

tumblr_lz6sa9NYMA1qaa6ec

Voltando às origens – Moda e Arte na contramão do fast fashion

A evolução pela qual passou a moda em toda a sua história, e o “boom” capitalista que se tornou, se deve à revolução industrial e a produção em massa. Antes disso, os processos eram artesanais, envolvendo arte, sonhos, mãos habilidosas, pensamentos vagando entre agulhas e toda a sensibilidade que isso provoca – Não que hoje isso não exista mais, mas os processos industriais dominam e muitas vezes, bloqueiam um pouco o criativo, em uma corrida por produção, vendas exorbitantes e lucro imediato.

Enquanto isso na contramão, sobrevivem artesãos, costureiras, alfaiates, bordadeiras, crocheteiras entre outros profissionais que, mantendo tradições, sem pressa nem atropelos, mantém viva a arte da encomenda, do sob medida, da produção artesanal.

E não pensem que os sobreviventes são as vovós e titias! Despontou agora um movimento de “Slow Fashion” em que a produção artesanal tem superado a ansiedade por vendas e driblado a estrutura escravocrata, e dois nomes despontaram nessa trilha: Gabriel Pessagno, com seus bordados e Gustavo Silvestre, com seus crochês.

Gabriel Pessagno cursou moda  e após passar pelas estruturas rígidas da indústria, montou uma marca (River) e, insatisfeito, optou por pesquisar o trabalho feito nas maisons e deciciu que queria trabalhar cada peça de roupa artesanalmente.  

Gabriel já fez bordados para a marca Tilda, para ateliês de moulage e está iniciando sua produção. Assim, o garoto que fez roupas bordadas com parafusos, porcas, entulhos e pedaços de ferro velho para o TCC de seu curso de moda, está só no começo de uma carreira que promete deslanchar com muita sensibilidade e sucesso.

1, 2 e 3

            Gustavo Silvestre é natural do Recife, fez diversos cursos na área, ganhou prêmio de moda em Brasília e participou da Casa dos Criadores. “Até que fui pra China, havia uns investidores interessados no meu trabalho, a ideia era baratear a produção, que sempre teve essa coisa do manual, da estampa à mão. Voltei decepcionadíssimo. Ver aquela quantidade de roupas sendo feita, eles me perguntando ‘quantos contêineres você vai querer’, a estrutura deu um nó na minha cabeça”, conta o estilista. E após parar, repensar e respirar, acabou descobrindo uma nova trilha, e com a Stylist Chiara Gadaleta, do projeto Mãos do Brasil, mapeou comunidades de artesãos e com isso, acabou pegando gosto pelo crochê e resolveu aprender a técnica. Gustavo se diz muito mais realizado agora, atendendo com hora marcada e divuldando sua obra pelas redes sociais, “Eu não tenho escravo, está bem mais prazeroso. Ganhei uma cadeira de balanço, sento lá e se deixar, passo o dia me balançando e fazendo crochê”, conta. O estilista que já vestiu Karina Bu, Céu e Vanessa da Mata, agora prepara uma coleção de jóias de crochê para a estilista Adriana Barra.

4, 5 e 6

*

Por Camilla Capucci – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3.