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Lampião Estilista

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Difícil acreditar, quando o assunto se trata de Lampião (mais conhecido como rei do cangaço, aquele de jeito grosseiro e destemido, lenda da história nordestina), que alguém possa, segundo pesquisas históricas, ligá-lo à moda, certo? Mas não se engane: Virgulino “Lampião” Ferreira da Silva era um exímio estilista, e pouquíssimas pessoas sabem que, aos 14 anos, já fizera sucesso na profissão, como alfaiate de tecidos de couro muito bem ornamentados, em sua cidade, Pajeú, no estado de Pernambuco. Antes de entrar para o crime (após sua família ter-se envolvido em uma guerra contra vizinhos), Virgulino não sabia manusear fuzis, e suas ferramentas de trabalho eram as máquinas de costura.

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Lampião desenhava as roupas dos homens do bando, e, quando não estavam dizimando e aterrorizando cidades, bordava peças e outros acessórios do grupo, como os cantis, cinturões, bolsas (conhecidas como embornais) e lenços. Desenhava em papel pardo, e levava para a máquina de costura, onde bordava suas idéias, alem de sempre trajar muitas jóias, em maioria roubadas dos habitantes das cidades saqueadas. Por suas peças serem altamente coloridas e ricas em bordados, era admirado até pelos policiais da época, o que demonstrava seu alto grau de hierarquia.

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Quando foi morto em 1938, aos 40 anos, junto a sua fiel companheira, Maria Bonita (que igualmente sempre trajava jóias finas diversas, lenços e roupas bem bordadas), Lampião e seus nove companheiros foram decapitados e expostos na escadaria da igreja de Alagoas, juntamente com todos os pertences apreendidos. Junto às cabeças, foram expostos seus fuzis e parabelos, cartucheiras, peças de vestuário e duas máquinas de costura Singer, sonho de consumo de qualquer mulher da época.

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A descoberta histórica vem à tona para nos fazer refletir: como seria possível, debaixo de tanto ódio e maldade, encobrir-se algo tão bonito quanto a arte da costura e a sensibilidade de um estilista?

Se Lampião tivesse seguido na primeira profissão que teve, que tipo de pessoa e profissional teria se tornado? Seria hoje um exímio estilista? Ninguém pode hoje saber a resposta exata, mas vale a lembrança de que as peças costuradas e bordadas por Lampião, exibidas em grande parte do sertão nordestino da época, são inspirações de coleções produzidas até hoje por grandes estilistas, e, em sua maioria, são ainda produzidas em larga escala para venda em grande parte da Região Nordeste e Norte do país.

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Por Ana Paula Lopomo, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

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Estilistas e o carnaval: já bordou sua fantasia hoje?

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Festa que literalmente interdita o país, o Carnaval, para muito além de marchinhas, folia e muito samba, também nos traz uma quantidade razoável de… emprego! Sim, caro leitor! Você não leu errado, não! Emprego sim, e voltado para a indústria da moda. Nunca pensou que pudesse trabalhar para escolas de samba? Pois deveria…

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A cada ano, milhares de fantasias saem dos barracões das escolas de samba, destinadas à população em geral (que ajuda a manter cheias as alas temáticas) e aos freqüentadores que já fazem parte da escola, anualmente. Além destas, também as fantasias dos passistas, mestres sala e porta bandeiras, destaques de carros alegóricos e madrinhas e rainhas de baterias, totalizando uma infinidade de fantasias que são produzidas por profissionais qualificados. Além destes, também as fantasias mais caras e mais elaboradas (consideradas muito, muito importantes para a escola) costumam ser feitas em ateliês, fora do barracão, encabeçadas por estilistas responsáveis desde sua concepção, até sua conclusão e entrega.

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Nesse meio tempo, somente em uma fantasia pode-se utilizar mais de 90 mil pedrarias e cristais, peças que totalizam, entre custo e lucro, até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais). Um dos maiores produtores de fantasias luxuosas para a festa é o estilista Walério Araújo, que veste desde madrinhas de bateria de alto nível (como Sabrina Sato, Mariana Rios, etc) até muitos dos convidados do baile anual da Vogue, e, pasmem, já atendeu clientes no mesmo dia da festa, desesperadas por suas máscaras, adornos de cabeça ou qualquer fantasia que, porventura, tenha sobrado em seu ateliê!

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Somente na parte de produção do próprio barracão, as grandes escolas mantém de 25 a 30 costureiras, além de bordadeiras, figurinistas, aderecistas, etc. Ou seja, um nicho de mercado grande e ainda não excessivamente explorado pelo setor.

Que tal começar agora mesmo a produzir seu currículo para escolas de samba? Prefere trabalhar com espaço próprio? Comece já a produzir suas fantasias para venda! Corre que ainda há tempo hein…

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por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

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A Evolução da Calcinha: Um pouquinho de história da nossa companheira do dia-a-dia

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Segundo a escritora inglesa Rosemary Hawthorne a calcinha surgiu no ano de 1800 na França. Os primeiros modelos eram chamados de calção, iam da cintura até o tornozelo e eram feitos de tecido cor de creme, semelhante ao das meias usadas na época. Entre 1837 e 1901, elas ganharam presença nos guarda-roupas daquelas que possuíam maior poder aquisitivo, e, mesmo com a popularidade, não era um assunto discutido abertamente,  pois remetiam ao constrangimento das mulheres.

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No século XIX, o que fazia sentido nas calcinhas era a sua função e simplicidade já que as mulheres não mostravam seus corpos nem para seus maridos. Na década de 20, entretanto, surgiram as calcinhas modernas, hoje conhecidas como as “calçolas da vovó”.

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Somente após a Primeira Guerra Mundial houve uma marcante modernização nas calcinhas: as saias com comprimento no joelho revelavam a diminuição das roupas íntimas, e quanto mais a saia perdia comprimento, a calcinha a acompanhava.

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Em 1970 foram lançadas as calcinhas de cintura baixa no embalo do jeans saint-tropez. Nessa mesma época, a indústria têxtil e criação de modelos se desvincularam da Europa.

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O queridinho fio dental

Consiste em uma tira de tecido ligada a uma faixa de elástico envolvendo a cintura.Com o surgimento dessas “calcinhas provocantes”, ligadas à insensatez, eram na maioria das vezes compradas pelo homem e logo depois devolvidas por suas respectivas mulheres, que as trocavam por peças mais recatadas, por acharem provocantes demais para serem usadas.

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Uma marca americana, a Frederick’s de Hollywood tornou-se referência, e o proprietário, sr. Frederick’s explorou o segmento de lingeries ousadas, a partir de 1946.

Com surpreendentes inovações, o mundo das lingeries nunca mais parou, e desenvolveu, inclusive as calcinhas comestíveis (as quais fazem o maior sucesso em diversos países). Hoje em dia os estilistas e designers trabalham para motivar clientes a renovarem suas gavetas a cada estação. Em catálogos e coleções, o nome adequado não é mais roupa debaixo nem lingerie e sim “Moda Íntima”.

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Podemos encontrar calcinhas de todos os gostos e bolsos, das mais discretas as ousadas, fofas, criativas e divertidas.

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A Sigbol desenvolveu um modelo de calcinha fio dental para inspirar e aguçar as ideias, de modo criativo ensinamos nossas alunas a desenvolverem a linha praia, íntima e noite! Venha conhecer, marque uma visita e surpreenda você mesma.

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Por Nayara Camila Diniz, professora do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion

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E o mercado de pets, como anda?

Imagem 01Apostamos com você que ao menos uma das situações a seguir você já presenciou, tenha sido com desconhecidos, amigos, parentes, ou até você mesmo: sejam os donos casais, solteiros, com filhos ou sem, bichinho de estimação é tratado exatamente como outro membro da família. Pois é isso mesmo: cada vez mais nossos pets fazem parte importantíssima de nossas vidas, levando alegria (ou bagunça!) para casa, além de amizade e companheirismo, e, porque não, melhorando o bem estar geral de quem convive com ele!

Pois então nada mais justo é saber que o setor de pet shop, especialmente o de luxo, vem crescendo a cada dia, e é um dos cinco maiores mercados internos em expansão no país, que fica em segundo lugar no ranking mundial de crescimento anual da economia do mercado, seja em termos veterinários, alimentícios ou de petcare. E, dentro dessa cadeia, o maior crescimento se concentra em pequenos e médios empresários do setor.

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Inicialmente, somente na época de inverno era possível enxergar crescimento na aquisição de roupinhas e acessórios para pets, tais como sapatinhos, gravatas, laços, etc. Porém, de 10 anos para cá, o crescimento afetou também as demais estações do ano: o mercado agora cria não só para aquecer, mas principalmente para deixar o animal arrumado e fashion, de acordo com o gosto do dono. Entram aí diferentes estilos de roupas, todas muito confortáveis para respeitar o limite de mobilidade do animal sem feri-lo.

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Se você está procurando um novo nicho de mercado para expansão do seu negócio, ou até mesmo uma mudança de profissão, agora é um excelente momento de procurar mais informações sobre o mercado, e aprender moda pet com um curso especializado, com material exclusivo e de excelente qualidade, na Sigbol Fashion. Aqui, no curso de MODA PET, você aprende diversas modelagens, cortes, costuras e acabamentos de peças para pets, além de manuseio de tecidos planos e malhas (sim, ou vai dizer que você nunca viu camisetinhas para pets?) e acessórios, orientação sobre maquinário necessário e tabelas de medidas industriais.

Imagem 04Aproveite que o setor ganhou inclusive feira exclusiva (a Pet South America) com o intuito de divulgar os produtores, e venha você também, aprender a criar peças divinas para nossos melhores amigos!

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por Haranin Julia Maria, professora do Nucleo de Criação da Sigbol Fashion

 

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John Galliano retorna às passarelas na Maison Martin Margiela

Quase quatro anos após sua demissão da Maison Dior, em 2011, depois de ter sido filmado fazendo declarações racistas e antissemitas, o estilista John Galliano retorna às passarelas. Nomeado em outubro do ano passado, Galliano assume o cargo permanente de diretor criativo da Maison Martin Margiela. Nestes últimos quatro anos o estilista não ficou totalmente afastado do cenário mundial. Poucos meses após ser banido da Dior, desenhou o vestido de casamento da modelo Kate Moss, sua grande amiga. Posteriormente, fez uma participação rápida na Oscar de la Renta. Os detalhes deste último trabalho não foram amplamente divulgados na mídia e suas aparições foram muito discretas. Porém, mostravam sinais de que seu retorno seria iminente.

foto 2Para a coleção de Spring 2015 da linha de alta costura da Maison Martin Margiela, intitulada Artisanal, Galliano escolheu a cidade de Londres e optou por desfilar ao final da temporada masculina de desfiles. A sala abrigava apenas seletos 150 convidados, entre eles a modelo Kate Moss, o CEO da Burberry, Christopher Bailey e apenas 3 fotógrafos credenciados.

Foto 3A contratação de John Galliano para a Maison Dior resultou na ascensão da marca no mercado, que estava à beira da falência. As fantásticas coleções teatrais, dramáticas e um pouco excêntricas contribuíram para reposicionar a Dior como uma marca de luxo desejada pelas pessoas.

Foto 1Galliano fez um desfile retrospectivo, mostrando criações que representam as identidades Martin Margiela. O estilo um tanto quanto grotesco, as desconstruções e assimetrias estavam lá, costuras aparentes, tules amarrotados, tecidos usados pelo avesso, o rosto das modelos coberto por máscaras. Enfim, ninguém esperava menos do que isso ou muito diferente. Porém, havia beleza o suficiente para suprir as expectativas dos fãs do estilista. Ao invés do bizarro, Galliano mostra que Margiela também é sinônimo de minimalismo e sofisticação. Como não se emocionar com o final do desfile, a alfaiataria impecável, o estilo andrógino tomando forma na passarela, o blazer zebrado e os três lindíssimos vestidos minimalistas vermelhos ao final do show. “He is back” e seu novo lar chama-se Martin Margiela!

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Por Danilo Centemero, professor de Visual Mershandisig e VM do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.