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Creative Friday – Orixás

Trazidos por navios negreiros, do solo africano para o torrão brasileiro.

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Os negros escravos que entre gemidos e lamentos de dor traziam em seus corações sofridos seus Orixás de fé. Hoje tão venerados nos rituais de Umbanda e Candomblé.

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Neste terreiro em festa, entre mil adobás prestamos nosso tributo aos Orixás:

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Estilistas Brasileiros: Zuzu Angel.

2Nascida em 1921, Curvelo – Minas Gerais, começou a trabalhar comercialmente como costureira em meados dos anos 50.

Nos anos 70, abriu sua loja em Ipanema – RJ, e realizava desfiles no exterior com suas peças cheia de cultura brasileira. Exibia em suas roupas chita, rendas do Ceará e frutas, cores tropicais, pedras nacionais, fragmentos do bambu, de madeiras e de conchas. E com isso conquistou um espaço internacional, expunha suas criações em vitrines de grandes lojas de departamento americanas.

Zuzu Angel mostrava um comportamento diferente dos estilistas da época, não lhe agradava fazer roupas para o mercado elitizado, queria vestir a mulher que vai ao mercado, aquela do ponto de ônibus, seu objetivo era vestir pessoas em grande escala.

Conheça um pouco da carreira e vida da estilista:

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International Dateline Collection, 1972, by Zuzu Angel
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Modelo americana – Zuzu foi a pioneira na moda folclórica e étnica.
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Enfrentou a ditadura militar, que matou seu filho, Stuart Angel. Militante, preso em 14/05/1971, torturado até a morte na Base Aérea do Galeão. Sua denúncia invadiu a passarela, chegou à Justiça, ao governo americano e repercutiu no mundo.
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Vestido com bordados em protesto a Ditadura – 1971.

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Filme: Zuzu Angel, 2006.

Zuzu Angel levou sua indignação e denúncia até as passarelas, e foi muito importante para a moda nacional ao utilizar materiais  e cultura nacional fazendo uma “moda brasileira”, desviando o olhar dos modelos copiados de Paris. Até sua morte em 1976 num acidente de carro (supostamente também envolvido em conspirações), procurou respostas pelo paradeiro do corpo de seu filho.

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Por, Crislaine Lima professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456.

Manual História da Moda Sigbol Fashion.

A morte lhe cai bem… †

Só que não!!!

Foto 1Um assunto polêmico a se tratar, mas vamos falar deles: Os trajes fúnebres!

O costume de usar roupa preta em funerais vem desde a Idade Média, do período gótico, pela opressão que a Inquisição impunha. O uso de luto cerimonial e vestido era originalmente um privilégio das cortes reais da Europa e foi regulamentada pelo protocolo de corte por meio de leis. Ao longo de um período de cinco centenas de anos, no entanto, o uso de vestido luto espalhou para o resto da sociedade.Foto 2

Nessa época a morte era vista como um castigo, algo obscuro e muito doloroso, em função das torturas impostas e das doenças do período, conhecido como os mil anos de escuridão.

Nos funerais reais, a carruagem fúnebre levava o corpo para o enterro e uma grande procissão ia atrás: a família, a aristocracia, militares, igreja, e os comerciantes (suas vestes de luto eram diferentes para indicar seu gênero e classe social). O mais alto na terra, homens e mulheres, usavam os mais longos comboios de luto e capuzes na cara de lã preta opaca, com crepe ou linho. No protocolo real as viúvas sempre usavam preto em público e por períodos mais longos.

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No final do séc. XVII, o uso do preto começou a se tornar cada vez mais moda para os ricos, com bordados, joias e tecidos finos.  E acabou se expandindo para a classe média.

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Em meados do século XIX, a rainha Vitória, viúva aos 45 anos de idade em 1861, passou a usar o vestido de luto até sua morte. Outras viúvas e famílias seguiram seu exemplo. Por pelo menos dois anos e meio elas passaram a usar preto após a morte do marido, enquanto um viúvo só era obrigado por três meses.

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Logo, começou seu declínio. O uso do vestido de luto diminuiu de forma constante a partir dos anos 1880, e na década de 1930, véus das viúvas já estavam fora de uso, exceto em países católicos e círculos reais. Após a Segunda Guerra Mundial, a prestação de vestido de luto não era mais um ramo específico da indústria.

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Atualmente, já não há mais normas sobre o que usar exatamente em um velório ou enterro, claro que ninguém vai de biquíni… Mas convenhamos, se algum conhecido importante viesse a falecer, quem iria ter cabeça de pensar em que roupa vestir não é mesmo?  Afinal a alma é mais importante que o corpo ou uma roupa! Mas talvez, você já pode deixar separadinho no seu armário uma vestimenta apenas para velórios e cemitérios, porque a morte também faz parte da nossa história sendo também inspiração para algumas tribos urbanas e até com mais cores.

Gótica

Meus sentimentos… †

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, Manual História da Moda Sigbol Fashion.

Creative Friday – Carmen Miranda

O que que a baiana tem?

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Nossa pequena notável, (pequena mesmo! Carmen tinha 1,52 cm de altura, por isso suas plataformas de até 20 cm e turbantes elaborados em demaseio para disfarça-lhe o tamanho) vinda de Portugal porém criada na Lapa, Rio de Janeiro. E foi nas rodas boêmicas cariocas que Maria do Carmo Miranda Silva da Cunha criou tal personagem que viria á ser ícone do século 20.

Foi a primeira artista multimídia brasileira, estando presente nas rádios, televisões, teatros, cinemas da América.mg1

Eternizou importantes compositores brasileiros da época com marchinhas e sambas, e seu jeito único de cantar e interpretar tais canções.

Única no movimento das mãos e quadris e no revirar dos olhos verdes, estilizou a baiana, com badulaques, a boca pintada de vermelho, sempre sorridente e tão imitada, amada e parodiada em todos os cantos do mundo.

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Em 2015 fazem 60 anos que tal estrela nos deixou. E para homenageá-la nada mais justo que dedicar-lhe nosso Creative Friday de hoje!

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Creative Friday – Kabuki

Kabuki

Afinal, o que é o Kabuki?

O kabuki é a arte dedicada ao deleite das pessoas comum, satisfazendo os caprichos contemporâneos, gostos e desejos de uma época. Em todos os aspectos, ele é elegante e vulgar, cômico e trágico, desenvolvendo o tema central da peça através de um ritmo que se compõe de ka, bu, ki, ou seja, “cantar”, “dançar” e “representar”. O teatro kabuki não deve ser visto como algo muito sério, intelectual ou filosófico, mas como uma representação elaborada de entretenimento popular que não deixa de ter suas raízes artísticas. As peças em sua grande maioria são tiradas dos fatos da gente comum e também da vida aristocrática. No início só as mulheres atuavam dentro do kabuki e vestiam-se como homens ao representarem personagens masculinos. O governo proibiu o, devido ao escândalo que provocou na época, quando os homens que ia assistir estavam mais preocupados com a beleza das atrizes do que propriamente com o espetáculo. Então o Kabuki passou a ser encenado então por rapazes que interpretavam papéis femininos.

Kabuki Painel Teatro

Contemporaneamente, o teatro Kabuki tornou-se um espetáculo popular que combina realismo e formalismo, música, dança e mímica, encenação e figurinos, implicando numa constante integração entre os atores e a plateia.

O que causa maior impacto é o efeito visual levado aos extremos do exagero, onde cada detalhe possui importância vital para compor o clima da época, fantasticamente delineada, e a maquiagem marcada pelo rosto branco. Assistir a esse espetáculo só é possível indo ao Japão ou aproveitando as turnês que as companhias kabuki fazem ao redor do mundo.

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Kawaii desu ne. Arigato Gozaimashita!