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História do corset.

No século XVIII eram chamados de bodies, pair of bodies e whalebone bodies, depois passaram a se chamar stays entre o século XVIII e início do século XIX, só depois em 1850 passaram a se chamar corset ou espartilho em português.

Para os amantes da peça, dizem que ele é um ícone da sensualidade feminina, para os que odeiam diz-se que e uma peça de dominância masculina e que as mulheres eram obrigadas a usá-la.

No início as peças eram feitas de barbatana de baleia e por isso ficavam muito rígidas, precisavam de tiras sobre os ombros para ser sustentadas e terminavam logo acima do osso pélvico, já os corsets de ferro eram pra quem tinha problemas de coluna.

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A peça começa a enfraquecer na Revolução Francesa e só em 1810 reaparece na França com um modelo que separa os seios, tendo um formato de ampulheta alongada ate os quadris, a partir de 1850 quando passa a se chamar corset muda o formato com mais ênfase à cintura e perdendo suas alças.

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De 1880 a 1890 a peça começa a ganhar nova forma com cintura mais fina e seios mais volumosos, em 1900 com a parte de trás mais curva dando uma forma de S à silhueta.

De 1902 a 1908 a peça começa a descer pelos quadris com ligamento com meias, depois ganha a versão descendo até as pernas e sendo usado com sutiãs, só então em 1917 começa a desaparecer com a primeira guerra.

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No final de 1940 que Christian Dior reintroduziu a peça com mais semelhança a um corselet, mas os originais e mais conhecidos surgem mesmo só em meados de 1980.

Quando a peça surgiu o intuito era para que dessem mais postura e os médicos acreditavam que o corpo era fraco e que era necessário para o crescimento das crianças, por isso é que crianças a partir dos 3 anos de idade já usavam a peça, os meninos paravam de usar com seus 6 ou 7 anos já as meninas por serem consideradas mais frágeis usavam por toda sua vida.

No fim dos anos de 1970 a peça ressurge entre os punks e góticos como uma peça externa, então se hoje usamos peça com estilo devemos a subcultura punk.

Em 1980 foi reinventada por estilistas como; Christian Lacroix, Vivienne Westwood, Thierry Mugler e Jean Paul Gaultier.

Não podemos deixar de citar Madonna que em 1980 foi responsável por tirar do corset a fama de peça opressiva da sexualidade feminina.

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Por Ana Paula, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 234 e 5.

Você sabe diferenciar o espartilho do corpete?

Todo mundo confunde-se com as pequenas diferenças entre essas peças, ambos são rígidas com barbatanas,camadas de tecidos e forros, mais o detalhe está no comprimento.

foto 1O corpete (ou corset/corpo) foi moda entre as mulheres do Renascimento ao século XVIII (Rococó), essa peça era confeccionada até a altura da cintura e tinha como objetivo comprimir o tronco,corrigindo a postura devido a sua rigidez.

FOTO 2O século XIX e início do século XX ( La Belle Époque) foi moda do uso de espartilhos,cujo comprimento ultrapassa a cintura. O espartilho foi criado para moldar a silhueta adaptando-se às suas curvas,realçando o busto e os quadris ao diminuir a cintura

fOTO 3Para deixar a cintura mais fina o espartilho era colocado sob roupas intimas e a amarração nas costas facilitava a compressão da cintura,desta forma a mulher visualizada de perfil adquiria uma silhueta em S.

fOTO 4Hoje a peça mais usada é o corpete,aparece como lingerie ou como peças de roupa, que podem aparecer sozinhas ou sobre camisas. São confeccionadas com tecidos nobres,ele é frequentemente em produções mais sofisticadas como looks de festa de ou em vestidos de noiva.

fOTO 5Mesmo sem a rigidez dos séculos passados o espartilho continua valorizando as curvas femininas. Para as mulheres que almejam uma cintura finíssima, ainda existem algumas marcas que produzem espartilhos sob medidas, que proporciona a mulher uma cintura exageradamente fina.

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Por Elizangela Gomes, Professora de Desenho de Moda no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4.