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Bureaux de Estilo: Para que serve afinal?

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Moda nem sempre é conceitual, onde o estilista pode viajar nas criações.

Em 1961, foram criados os primeiros escritórios de estilo, passando assim o vestuário industrializado de massa pela mudança de estatuto, tornando-se integralmente um produto de moda.

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Resumindo, é um livro onde são ditadas as tendências de moda. Deve ser parte do trabalho de um estilista para que ele transforme em orientação para criação de moda. Essas tendências são econômicas, culturais, políticas e estéticas. Já, para aqueles que trabalham nos bureaux de estilo, é extremamente importante captar perfeitamente o quê move a sociedade e todos os elementos que a compõe, para que assim as tendências influenciem no próprio comportamento do consumidor.

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Se você ficou curioso para saber como são utilizadas as tendências do Bureaux, relaxe! Conheça nosso curso de Estilo você aprende isso e muito mais…

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: 12. RVB Malhas, Rovitex Malhas.

Apostila de Estilo Sigbol Fashion, Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion, Dicionário da Moda Sigbol Fashion.

A importância de ter uma equipe de vendas bem treinada

É muito importante nos dias de hoje que a equipe de vendas de determinada marca tenha conhecimentos reais para poder auxiliar o cliente na hora das compras.

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Não é todo mundo que tem “senso fashion”, ou seja, que sabe combinar as peças, as cores, estampas e que sabe o que fica melhor na sua silhueta, como valorizar as formas do corpo. Portanto o Consultor de Moda pode e deve auxiliar o cliente a fazer as melhores escolhas.

Hoje em dia chamamos de Consultor de Moda, o vendedor que passou pelo treinamento de um personal stylist.

A maioria das lojas e marcas já se atentaram para o fato de que o vendedor não deve apenas vender as roupas, mas ajudar o cliente a se vestir, de acordo com seu estilo, silhueta e necessidades reais.

Os clientes estão cada vez mais bem informados e portanto não suportam mais opiniões “erradas “ de vendedores .

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Um vendedor bem treinado fideliza o cliente. Este se sente valorizado na loja e se torna fiel à marca. Não sente que o vendedor está apenas querendo empurrar as peças de roupa.

Uma boa equipe de vendas (consultores de moda) agrega valor à marca e aumenta os lucros dela!

Quer saber mais? Venha estudar com a gente!

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Por Andreah Muniz – Professora de Personal Stylist da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2.

Customizar, customizando, customizado!

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Você certamente já ouviu falar em customização, caro leitor (Não sabe ainda o que é? Ah, vá! Então corra aqui pra descobrir). Customizar, em nosso ramo, significa transformar uma peça antiga (ou nova e comum) em outra, diferente, para adaptá-la à sua necessidade, ou no caso, ao seu estilo. Surgiu da expressão inglesa “custom made”, que designa algo feito sob medida, ou seja, exclusivo. Mas você sabe onde e quando o costume da customização espalhou-se pelo mundo?Montagem 2

De acordo com estudos, o costume de adaptar e decorar roupas, acessórios e demais objetos nasceu ao final da década de 60, com o surgimento, crescimento e consolidação do movimento hippie através do mundo. Ao pregarem a igualdade entre os sexos, todos utilizavam roupas usadas, geralmente garimpadas junto aos pais e avós ou em lojas de artigos usados (berços dos nossos brechós), que ao serem reformadas, ganhavam outro aspecto. Daí o uso das roupas com aparência artesanal, tingidas em técnicas de tie dye ou dip dye e trabalhadas com aplicações de retalhos ou bordados.

 

No Brasil, a customização surgiu por volta da década de 90, da necessidade de impor atitude e personalidade ao modo de vestir. Hoje, é uma ótima alternativa à questão da sustentabilidade, pois reutiliza peças já prontas para criar novas, sem desperdício de material, além de ser uma solução econômica para peças desgastadas ou que sofreram algum “acidente”, como manchas, rasgados, etc.Montagem 3

Além dos fatores acima, a customização agrega valor à peça: a partir de uma peça básica, sem grandes atrativos, cria-se um look exclusivo e cheio de bossa, com informação de moda para dar e vender! E você, gostou da ideia?

 

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Po Haranin Julia Maria, professora de desenho de moda no núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

 

 

Escolhendo tecidos para sua peça: a importância do caimento

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Todos nós já visualizamos uma peça linda na vitrine, e, quando entramos para provar, já nos decepcionamos com o caimento da peça, certo? Pois saiba que isso acontece com mais frequência do que você imagina, e está diretamente ligado à escolha errônea do tecido.

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Saiba, inicialmente, que a escolha do caimento do tecido, além da composição, é uma das fases mais importantes para que a peça fique exatamente como o imaginado e tenha o uso a que se destina.

Por exemplo, uma peça de alfaiataria como calça ou blazer, que necessita de caimento mais seco, que fique longe do corpo, não deve ser feita com tecidos muito fluídos, como musselina de seda, seda pura, viscolycra, etc. Todos são tecidos que marcam o corpo por serem molinhos. Já para uma blusa fluída, com gola laço, o ideal é uma das opções acima, exatamente por ser uma peça cuja característica é criar volume controlado na região do pescoço através do laço caído.Montagem 3

Gostaria de saber tudo e muito mais sobre tecidos e caimentos? Acompanhe nosso blog, para mais posts e o calendário da Sigbol para nosso workshop sobre tecidos, em breve!

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Por Haranin Julia, professora de Desenho de Moda no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3

Ilustração de Moda: Mercado, demanda e diversas possibilidades…

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“Minha mãe dizia que eu tinha jeito para desenho, e resolvi tentar ganhar dinheiro com isso… Normalmente é assim que muitos ilustradores começam a carreira, e muitos se deram bem, o que leva a crer que, na maior parte das vezes as mães estão mesmo certas. Mas ser ilustrador não depende só da vontade, do talento e do empurrão inicial da mãe, depende também de dedicação, de persistência e paciência, de muito estudo, da necessidade de ler e ver muito sobre arte, cinema, literatura, cultura geral, além de conhecimento teórico e prático do rabisco.”

 (Guia do Ilustrador – Ricardo Antunes)

A ilustração de moda, apesar de um pouco esquecida desde os anos 90, começa a retornar a cada dia com força total. Mas o que é uma ilustração?

Levemente diferente do croqui de moda (um croqui também pode ser uma ilustração, mas uma ilustração nem sempre pode ser um croqui), a ilustração, de forma geral, remete a um desenho, produzido em óleo, aquarela, nanquim ou digital, por exemplo, para qualquer mídia, que tenha a função de acompanhar ou complementar texto ou anúncio. Muito comum até o início do século XX, quando nenhuma mulher, solteira ou não, se atreveria a posar para propagandas de ateliês, lojas ou estilistas, a ilustração de moda continuou a ser utilizada até meados dos anos 60. Mesmo após o aparecimento da figura da modelo fotográfica ou de passarela, e, apesar de continuar a ser veiculada até os anos 80, perdeu a força, e tornou-se arte somente utilizada para ilustrar livros da área, principalmente fora do Brasil.

Sem título-1Setor em crescimento no país, não somente na área editorial, mas principalmente na publicidade e no design de embalagens e marcas, a ilustração pode ser trabalhada em vários materiais. Em sua maioria, os ilustradores de moda, ainda hoje, costumam iniciar seus trabalhos à mão, com materiais como grafite, carvão, tintas aquarela e guache, nanquim e pastéis, depois passá-los para a mídia digital para acabamento, se for o caso. Hoje tratada como atividade freelancer (até os anos 80, era comum que as empresas tivessem em seus quadros um ilustrador especializado para o segmento), cabe a cada ilustrador analisar as necessidades dos clientes para definir o tipo e acabamento que deverão ser usados para um melhor resultado.

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Independentemente da forma do trabalho, entretanto, é indispensável que se tenha conhecimento técnico. Mesmo na mídia digital, o aproveitamento só é completo quando se tem o desenvolvimento das técnicas tradicionais e de novas ferramentas, pois noções de incidência de luz e sombra no corpo humano, caimento de tecidos, reflexão da luz e coloração são necessários para o desenvolvimento de todos os materiais.

Sem título-1 FOTO21 - Miss Led - ilustração para adesivos para carrosSem título-1Sem título-1fgh

Além do setor editorial, o ilustrador de moda hoje tem um campo mais abrangente. Há alguns anos, vem crescendo a demanda das marcas por especialistas nessa área, principalmente para criação de estampas localizadas e corridas para seus produtos. Existem marcas especializadas somente em blusas, por exemplo, cuja criação de estampas varia de 50 a 200 peças diferentes por ano. Cases para Iphone e Ipad, criações de estampas para diversos objetos de decoração, além de notebooks, cadeados, e uma infinidade de outros produtos, também fazem sucesso e colaboram para o crescimento do mercado no país. E com público consumidor de design fashion em constante expansão e sempre mais exigente, a profissão tende a voltar a seu período áureo em pouco tempo.

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Por Haranin Julia Maria – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion

 

Referência: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8