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A HISTÓRIA DO CARNAVAL

É carnaval todo ano nesse país, gente! Brincadeiras à parte, não enlouquecemos por aqui, não. O carnaval realmente acontece todos os anos, e no Brasil, normalmente, tudo é interrompido por conta desta festa. Mas você, nosso folião fashion, sabe qual é o verdadeiro significado dela?

O carnaval é uma festa popular que surgiu ainda na Antiguidade, com o objetivo de celebrar os deuses pagãos e a natureza. Depois foi reconhecida pela igreja e incluída no calendário cristão. Séculos depois, ainda é comemorada no mundo inteiro! E cada país tem diferentes características para sua celebração.

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O carnaval (que em latim, recebe nome de “carnis valles”) é a festa que marca o adeus à carne, ou seja, marca a data de início do grande período de jejum, abstinência e caridade, conhecido pelos cristãos como a quaresma, período de 40 dias que antecede as celebrações da Sexta Feira Santa e da Páscoa.

Por conta disto, sempre houve uma grande concentração de festejos populares, e cada lugar brincava a seu modo, de acordo com seus costumes, incluindo-se as formas extravagantes.

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Há indícios de que sua origem foi na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 a.C. Os gregos realizavam, neste período, seus cultos em agradecimento aos deuses pela produção e fertilidade do solo.

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Em Roma, a celebração prolongava-se por sete dias nas casas, nas praças e nas ruas, onde todos bebiam, comiam e celebravam alegremente, na busca incessante aos prazeres. Todas as atividades e negócios eram fechados neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas.

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Em 500 d.C. essa comemoração foi adotada pela igreja Católica como precedente a quaresma, longo período de privações, que resultaria na invenção de diversas festividades nos dias que antecedem a quarta-feira de Cinzas.

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No período do Renascimento, as festas de carnaval incorporavam os bailes de máscaras, com ricas fantasias e carros alegóricos. Outros tipos de comemorações populares foram tomando o formato atual.

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O carnaval de hoje, feito de fantasias, é produto da sociedade vitoriana do séc. XIX. Paris foi a principal cidade modelo, exportadora da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nova Orleans, Toronto, Nice, Santa Cruz de Tenerife e Rio de Janeiro se inspiraram nas festas carnavalescas parisienses.

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O Rio de Janeiro criou seu estilo próprio de fazer carnaval, com desfiles de escolas de samba, e terminou por influenciar outras cidades brasileiras e o restante do mundo, como São Paulo, Helsinque e Tóquio.

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Atualmente o carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo, com um número estimado de 2 milhões de pessoas por dia, nos blocos de rua da cidade. Em 1995, a cidade de Recife, com a festa do Galo da Madrugada, também entrou para o Guinness como o maior bloco de carnaval de rua do mundo.

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por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1234 e 5.

Por que desenhar rosto no croqui?

Ao desenharmos um croqui de moda, geralmente pensamos já na roupa, tecidos, costuras e bordados e aplicações. Para um esboço rápido, funciona, porém se sua ilustração for para uma apresentação, portfólio ou trabalho, saiba que o rosto é a melhor opção para dar personalidade ao seu croqui.

O seu desenho ganha vida! Além de traços únicos que remetem o conceito a sua proposta. Maquiagem, cabelo e expressões faciais dizem muito sobre o desenho e sobre seu estilo. Seja ele romântico, punk ou tradicional.

Se você possui dificuldades em desenhar rosto e outros detalhes, a Sigbol Fashion possui os melhores cursos de desenho de moda! Pra você aprender ou se especializar na área. Saiba mais:

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Por Paola Carolina Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6.

A moda e a arte se misturam

A arte se fez presente na moda desde os anos 30, quando Elsa Schiaparelli resolveu inovar fazendo uma parceria com salvador Dali, onde desenvolveu uma estampa maravilhosa de uma lagosta em um vestido branco. Dai em diante outros criadores começaram a usar a arte como mais uma referência de criação.

Foi o que aconteceu no SPFW44, a marca Osklen desenvolveu uma coleção inspirada na artista plástica Tarsila do Amaral. Em cada look sua obra está presente, sendo representada em estampas que vão de rabiscos a ilustrações

Suas peças parecem quadros em movimento, com modelagens desestruturadas e assimétrica os tecidos fluidos deixam o look leve.

Os acessórios do desfile também carregam o toque Tarsila do Amaral.

As cores vibrantes nas obras também marcaram presença na coleção.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 15 e 16

Moda e arte de Viktor and Rolf.

Desde os anos 30, Elsa Schiaparelli usou a arte como uma das formas de desenvolver produtos mais criativos, sejam conceituais ou comerciais.

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No desfile de Viktor and Rolf para o verão 2016 a inspiração foram as obras do artista plástico Pablo Picasso.

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Toda peça do desfile tem mais que rostos cubistas ou assimetrias, a coleção transpira Picasso.

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A coleção é inteirinha de vestidos brancos com formas rígidas e abstratas, cheio de recortes, sobreposições e babados. Os looks chegam a cobrir os rostos das modelos, como se fossem obras de artes ambulantes.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456789101112131415 e 16.

Frida Kahlo parisiense

It Girl argentina, fashionista, boêmia, artista e libertina, essa foi Leonor Fini, considerada por muitos a “Dalí fêmea” ou a versão parisiense de Frida Kahlo.fini boêmia

Porém atualmente seu nome e sua história são desconhecidos pela maioria, até mesmo em Paris, onde viveu maior parte de sua vida,  dominou o mundo das artes e foi umas das raras mulheres a embarcar no movimento surrealista, que até então era dominado por homens.

Leonor nunca teve formação artística, adolescente ainda na Argentina, desenvolveu uma grave doença ocular e passou meses de olhos vendados, quando curada começou a expressar a criatividade e visões que teve durante a cegueira. Assim que mudou-se para Paris logo ingressou no mesmo círculo artístico que Salvador Dalí e Picasso.fini pintora

Em pouco tempo, o mundo da arte estava encantado com o erotismo de Leonor. Um trabalho sem remorso que começou a ser exibido ao lado de outros grandes nomes surrealistas.5357580c0e7c1caab64b7e7c2011dca0 leonor-fini-estampes-lithographies-1976-lecon-de-botanique leonor-fini-peintures-huiles-1984-les-carcans

Uma feminista antes de seu tempo, feroz e independente, Leonor trilhou seu próprio caminho e se projetou também para o mundo da moda. Estava constantemente em destaque frente a diversos holofotes com suas roupas extravagantes, aparecendo em todas revistas de todo o mundo. A imagem de Leonor como It Girl foi muitas vezes mais destacada que sua própria arte.

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E criou sets elaboradíssimos para teatros e óperas. Além de ser a mente criativa por trás do frasco de perfume icônico de Elsa Schiaparelli’s “Shocking”, que pouco tempo depois se tornou a inspiração indiscutível de outros famosos frascos de perfume.ac3e64786b633b3cd82eaf04f467802a Elsa4-652x489

Até sua morte, em 1996, Leonor viveu em seu apartamento parisiense, com dois amantes e seus 17 gatos persas, no fim de sua vida suas obras nada valiam, porém hoje sua arte, ainda lembrada por poucos, é celebrada por sua genialidade e delicadeza.cc5ad3b85b427501a4966d79750118f0

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2