Uma nova linguagem na Moda!

No atual momento que vivemos muitas das nossas vivências tiveram que ser ressignificadas, e com a moda não seria diferente!

Devido à pandemia do Covid-19, os desfiles das últimas temporadas de alta-costura e pret-a-porter ganharam vida em formato digital.

A Dior por exemplo revolucionou novamente utilizando um antigo artifício; desfile em miniatura!

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Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da marca, projetou sua coleção de outono/inverno 2020/2021 com trinta e sete silhuetas de alta-costura em miniatura, demonstrando a quintessência da excelência Dior, inspirando-se em obras surrealistas de artistas femininas do século passado, perpetuando essa reinvenção com uma grande energia criativa.

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Núcleo de Criação da Sigbol.

Referências: 1, 2, 3 e 4

Lampião, estilista.

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Difícil acreditar, quando o assunto se trata de Lampião (mais conhecido como rei do cangaço, aquele de jeito grosseiro e destemido, lenda da história nordestina), que alguém possa, segundo pesquisas históricas, ligá-lo à moda, certo? Mas não se engane: Virgulino “Lampião” Ferreira da Silva era um exímio estilista, e pouquíssimas pessoas sabem que, aos 14 anos, já fizera sucesso na profissão, como alfaiate de tecidos de couro muito bem ornamentados, em sua cidade, Pajeú, no estado de Pernambuco. Antes de entrar para o crime (após sua família ter-se envolvido em uma guerra contra vizinhos), Virgulino não sabia manusear fuzis, e suas ferramentas de trabalho eram as máquinas de costura.

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Lampião desenhava as roupas dos homens do bando, e, quando não estavam dizimando e aterrorizando cidades, bordava peças e outros acessórios do grupo, como os cantis, cinturões, bolsas (conhecidas como embornais) e lenços. Desenhava em papel pardo, e levava para a máquina de costura, onde bordava suas idéias, alem de sempre trajar muitas jóias, em maioria roubadas dos habitantes das cidades saqueadas. Por suas peças serem altamente coloridas e ricas em bordados, era admirado até pelos policiais da época, o que demonstrava seu alto grau de hierarquia.

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Quando foi morto em 1938, aos 40 anos, junto a sua fiel companheira, Maria Bonita (que igualmente sempre trajava jóias finas diversas, lenços e roupas bem bordadas), Lampião e seus nove companheiros foram decapitados e expostos na escadaria da igreja de Alagoas, juntamente com todos os pertences apreendidos. Junto às cabeças, foram expostos seus fuzis e parabelos, cartucheiras, peças de vestuário e duas máquinas de costura Singer, sonho de consumo de qualquer mulher da época.

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A descoberta histórica vem à tona para nos fazer refletir: como seria possível, debaixo de tanto ódio e maldade, encobrir-se algo tão bonito quanto a arte da costura e a sensibilidade de um estilista?

Se Lampião tivesse seguido na primeira profissão que teve, que tipo de pessoa e profissional teria se tornado? Seria hoje um exímio estilista? Ninguém pode hoje saber a resposta exata, mas vale a lembrança de que as peças costuradas e bordadas por Lampião, exibidas em grande parte do sertão nordestino da época, são inspirações de coleções produzidas até hoje por grandes estilistas, e, em sua maioria, são ainda produzidas em larga escala para venda em grande parte da Região Nordeste e Norte do país.

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Pelo Núcleo de Modelagem da Sigbol

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Curiosidades da Moda: Decotes

Porém, a roupa mais antiga do mundo, conhecida como Vestido Tarkhan, possuía pregas e um decote em V e foi encontrada no Egito, ou seja, com a duração de 5.100 a 5.500 anos.  Este registro é tão importante da história do vestuário que pode ser considerado um indício que o decote surgiu a dois milênios antes.

Com o passar do tempo e o notar que os decotes tornavam as mulheres mais sensuais, os decotes ganharam espaço no vestuário feminino durante a Idade Média e mais variação de uso, como formato quadrado, arredondados, em V, na frente ou nas costas. Além do mais, o espartilho era um grande aliado dos decotes, porque levantava e valorizava os seios, mas caiu em desuso por ser muito desconfortável, entretanto o sutiã continua a desempenhar este papel e ainda é um grande aliado dos decotes até os dias atuais.

No início do século XX, o modelo dos decotes passaram a ser discretos. Era comum que as mulheres usassem roupas sem decotes, com golas em modelos que cobriam todo o colo.

 As peças com decotes conservadores permaneceram em alta até a década de 20, os também conhecidos “Anos Loucos”. Apesar, de ser uma época onde apresentava muita ousadia na revolução do vestuário feminino, o decote foi ressurgindo, acompanhando o ritmo das mudanças no comprimento das saias, que encurtaram alguns centímetros mostrando os tornozelos e os decotes voltaram a mostrar um pouco mais o colo das mulheres. Já nos anos 30 trouxe a chegada do decote nas costa, mesmo quando a moda da década permaneceu discreta, afetada pelos os efeitos da guerra.

Os anos 40 trouxera o decote envelope, um dos modelos mais usados nessa década tanto em vestidos, quanto nos casacos.

Já nos anos 50 os decotes começam a ser mais ousados em maior variedade de roupas. Esta década também foi responsável pelo sucesso do decote “princesa” ditado pela coroação da Rainha Elizabeth II e eternizado por estrelas como Audrey Hepburn. As estrelas da época também eternizaram o decote em V e o tomara que caia.

Nos anos 60 os ousados vestidos tubinhos tinham decotes arredondados ou quadrados com arremates e modelos inovadores, mas não eram muito profundos. Os decotes altos dos anos 60. Já a década de 70 traz consigo o decote ombro a ombro, os modelos ciganinha que acompanhavam a onda Hippie e também o decote frente única.

Os anos 80 trouxeram decotes assimétricos de variados tipos, e os anos 90 consagraram os decotes retos e os drapeados.

Atualmente os decotes ganharam diversos formatos, alturas, tamanhos e até volumes, principalmente na passarelas.

Gostou deste post sobre Decotes? No curso de Personal Stylist você aprende muito mais e descobre qual o mais adequado para cada tipo de silhuetas. Saiba mais em nosso site.

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Núcleo de Criação da Sigbol

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.

 

A clássica estampa de poá

O poá se tornou um ícone da moda na década de 50 e tem uma forte ligação com as Pin-ups. De lá para cá, nunca mais saiu de moda.

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Existem algumas divergências sobre a criação da estampa de Poá. O primeiro registro do termo “polka dot”, que é um dos nomes dados a esta estampa, foi na revista literária Yale, Volume 122, página 7 no ano de 1854.

Outra história conta que o poá ficou popular com a Polka, dança típica da Polônia, no fim do século XIX. Segundo os registros, alguns pesquisadores acreditam que a estampa de bolinhas foi inspirada nos movimentos circulares dessa dança festiva.

 

Na terceira história, muita gente acredita que o produtor de cinema Walt Disney criou esta estampa para sua personagem Minnie Mouse, para se destacar das listras e xadrez que estavam na moda na época.

Apesar de existir a muito tempo, a estampa atingiu seu o auge nos anos 50. Na sequência dos anos 40, marcados pela sobriedade e looks mais sérios, as bolinhas trouxeram leveza, diversão, romantismo e feminilidade para a moda.  E seguiu sendo um sucesso também nos anos 60. Conquistou estilistas como Dior e marcou figurinos de estrelas de Hollywood, como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn. Virou até tema de música, como a versão em português da canção “Itsy bitsy teenie wennie yelow polka dot bikini – (Era um biquíni de bolinha amarelinho)”, interpretada por Brian Hyland, estourou nas paradas de sucesso!

Atualmente o poá continua conquistando e dando destaque em vários looks por aí, seja moderno ou vintage, segue desbravando os estilos mais variados e ganhando as passarelas

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Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Manual Técnico Sigbol História da Moda

Pelo Núcleo de Criação da Sigbol.

DICA SIGBOL PARTE 1: Filmes, Séries e Documentários disponíveis!

Com as nossas rotinas transformadas nos últimos meses por conta da pandemia,  podemos usar os momentos de “isolamento” para aumentar nossa bagagem cultural com filmes, livros, documentários, boas histórias e novas formas de absorver e fazer conteúdo. Aqui segue uma lista de filmes, séries, documentários e desfiles muito interessantes que te ajudaram na hora de criar!

  • Studio Ghibli

Studio Ghibli é um estúdio de produção de animações japonesas mundialmente conhecido e aclamado! Suas produções nos levam para diferentes épocas e lugares orientais, importantíssimos para os estudantes de história da Moda e para quem busca inspiração! Suas cores, ambientes, cenários são super coloridos e cheios de detalhes, vale a pena conferir cada uma deles!

E todos os filmes estão disponíveis na plataforma Netflix!

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  • Queer Eye

Queer Eye é uma série americana de 2018 apresentada por especialistas na área de culinária, design, cultura, cuidados pessoais e moda!  Juntos, esses especialistas formam um time de megaprodução para melhorar a vida dos participantes do reality show, não só com cuidados externos mas com cuidados internos também! É super emocionante e divertido!

Também disponível na Netflix!

Season 2 Netflix GIF by Queer Eye - Find & Share on GIPHY

 

  • Next In Fashion

Para quem gosta exclusivamente de Moda e quer entender como a criação e a costura acontecem é esse o momento!

Next In Fashion é uma produção da Netflix, um reality show que conta com 18 participantes que precisam passar por desafios semanais que envolvem desenvolver looks dentro de um tema pré selecionado, cuidando da criação, produção e styling de cada look desenvolvido.

France Fashion GIF by NETFLIX - Find & Share on GIPHY

 

  • Rupaul’s Drag Race

Seguindo o gênero de reality shows de competição temos o sucesso de Rupaul’s Drag Race, aclamada pelo público a mais de 10 anos, a fórmula do programa sempre foi a mesma: semanalmente, as drag queens competidoras participam de gincanas e provas orientadas por RuPaul, onde são testadas suas habilidades em canto, dança, costura, talento, humor e personalidade. A eliminação é progressiva, em cada episodio uma participante é eliminada. Ao sobrar uma determinada quantidade de participantes é realizada a final do programa consagrando a vencedora.

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  • Os delírios de consumo de Becky Bloom

Seguindo para os nossos filmes queridinhos, temos Os delírios de consumo de Becky Bloom, uma comédia romântica que conta a história de Rebecca, uma garota que adora fazer compras e seu vício a leva à falência. Seu grande sonho é um dia trabalhar em sua revista de moda preferida, mas o máximo que ela consegue é um emprego como colunista na revista de finanças. Os figurinos dão um show a parte nos mostrando diferentes formas de combinar texturas e cores! É incrível, e bem divertido também! Disponível na Netflix!

Confessions Of AShopaholic Becky Bloom GIF ...

 

  • O Diabo veste Prada

Este é um clássico que adoramos, também uma comédia romântica que conta a história de Andy Sachs, uma aspirante a jornalista, que acaba trabalhando como estagiária numa revista de Moda, A RUNWAY! O filme mostra que o mundo da moda não é superficial e o desenrolar da personagem de Anne Hathaway nos esclarece isso!

Looks Andy – O diabo veste Prada – Laís Mendonça

 

  • Animais Noturnos

Animais Noturnos, diferente do que já vimos na nossa lista, é um drama cheio de simbolismos, dirigido pelo estilista Tom Ford, que por si só já é uma lição de casa e tanto! O drama conta as desavenças de um casal que lida com o abandono e escolhas divergentes!

☮ ♀ ☯ ♋: amém Amy Adams!

 

  • The weird science of Alexander Mcqueen

Agora com performances e desfiles incríveis temos Alexander Mcqueen, mais um artista que um estilista, que tragicamente faleceu em 2010 nos deixando um legado incrível e pessoal que nos faz questionar até onde é MODA e até onde é ARTE!

No vídeo abaixo, Alexander questiona a massificação da indústria da moda, onde máquinas supostamente substituem a mão de obra humanizada!

 

  • A costura do invisível

Em 2004, no SPFW, elaboradíssimas roupas construídas em delicado papel eram desfiladas por modelos com perucas playmobil numa performance que simulava um desfile de moda. As roupas foram confeccionadas em papel vegetal de diversas gramaturas e modeladas milimetricamente sobre os corpos das modelos de forma primorosa. Foram consumidas meia tonelada de papel e mais de 700 horas de trabalho.

O que acontece após o desfile é surpresa! Confira:

 

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Por Mayara Behlau, professsora do Núcleo de Criação da Sigbol.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5 e 6