A história e curiosidades sobre o couro

A palavra couro destina-se ao material oriundo exclusivamente da pele animal, curtida por qualquer processo, utilizado como matéria nobre para a confecção de diversos artefatos para uso pessoal.

O couro foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos para se proteger e aquecer o corpo. Mas antigamente ele apodrecia com facilidade, pois não existia processos ou agentes químicos na época.

Pesquisadores acreditam que as primeiras evidências do uso de couro curtido são do Egito antigo, 3 mil anos a.C. Nos túmulos egípcios foram encontradas sandálias de couro e vários outros produtos feitos com pele animal. O estado de conservação destas peças milênios depois, mostra que a técnica de curtir o couro já era conhecida a muito mais de quatro mil anos atrás.

O processo de curtimento do couro feito pelo povo hebreu na Idade Antiga, era feito com a casca do carvalho e é possível que tenham aprendido esta técnica durante o período em que ficaram no cativeiro no Egito.

Também, na idade Antiga, os pergaminhos usados para escrever textos, mensagens, etc. eram feitos de peles curtidas de ovelha, cabras, ou bezerro.

Na China, a fabricação de objetos em couro já era muito praticada antes da Era Cristã.

Pouco tempo antes do século XX, químicos americanos observaram algumas ocorrências durante o trabalho de curtir as peles. Descobriram agentes que deixavam o couro mais flexível do que curtido pelo processo tradicional. Com isso, passaram a realizar um novo processo para curtir o couro, agora à base de óleo e sabão. Este processo foi um grande avanço para a indústria de calçados, tornando a milenar técnica de curtimento de couro com as cascas de árvores muito menos usada.

Hoje, graças a tecnologia avançada, existem diversas possibilidades de substituição do material.

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Pelo núcleo de criação da Sigbol.

Referências: 123456.

Manual História da Moda – Sigbol

Telma Barcellos

Uma nova linguagem na Moda!

No atual momento que vivemos muitas das nossas vivências tiveram que ser ressignificadas, e com a moda não seria diferente!

Devido à pandemia do Covid-19, os desfiles das últimas temporadas de alta-costura e pret-a-porter ganharam vida em formato digital.

A Dior por exemplo revolucionou novamente utilizando um antigo artifício; desfile em miniatura!

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Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da marca, projetou sua coleção de outono/inverno 2020/2021 com trinta e sete silhuetas de alta-costura em miniatura, demonstrando a quintessência da excelência Dior, inspirando-se em obras surrealistas de artistas femininas do século passado, perpetuando essa reinvenção com uma grande energia criativa.

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Núcleo de Criação da Sigbol.

Referências: 1, 2, 3 e 4

Lampião, estilista.

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Difícil acreditar, quando o assunto se trata de Lampião (mais conhecido como rei do cangaço, aquele de jeito grosseiro e destemido, lenda da história nordestina), que alguém possa, segundo pesquisas históricas, ligá-lo à moda, certo? Mas não se engane: Virgulino “Lampião” Ferreira da Silva era um exímio estilista, e pouquíssimas pessoas sabem que, aos 14 anos, já fizera sucesso na profissão, como alfaiate de tecidos de couro muito bem ornamentados, em sua cidade, Pajeú, no estado de Pernambuco. Antes de entrar para o crime (após sua família ter-se envolvido em uma guerra contra vizinhos), Virgulino não sabia manusear fuzis, e suas ferramentas de trabalho eram as máquinas de costura.

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Lampião desenhava as roupas dos homens do bando, e, quando não estavam dizimando e aterrorizando cidades, bordava peças e outros acessórios do grupo, como os cantis, cinturões, bolsas (conhecidas como embornais) e lenços. Desenhava em papel pardo, e levava para a máquina de costura, onde bordava suas idéias, alem de sempre trajar muitas jóias, em maioria roubadas dos habitantes das cidades saqueadas. Por suas peças serem altamente coloridas e ricas em bordados, era admirado até pelos policiais da época, o que demonstrava seu alto grau de hierarquia.

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Quando foi morto em 1938, aos 40 anos, junto a sua fiel companheira, Maria Bonita (que igualmente sempre trajava jóias finas diversas, lenços e roupas bem bordadas), Lampião e seus nove companheiros foram decapitados e expostos na escadaria da igreja de Alagoas, juntamente com todos os pertences apreendidos. Junto às cabeças, foram expostos seus fuzis e parabelos, cartucheiras, peças de vestuário e duas máquinas de costura Singer, sonho de consumo de qualquer mulher da época.

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A descoberta histórica vem à tona para nos fazer refletir: como seria possível, debaixo de tanto ódio e maldade, encobrir-se algo tão bonito quanto a arte da costura e a sensibilidade de um estilista?

Se Lampião tivesse seguido na primeira profissão que teve, que tipo de pessoa e profissional teria se tornado? Seria hoje um exímio estilista? Ninguém pode hoje saber a resposta exata, mas vale a lembrança de que as peças costuradas e bordadas por Lampião, exibidas em grande parte do sertão nordestino da época, são inspirações de coleções produzidas até hoje por grandes estilistas, e, em sua maioria, são ainda produzidas em larga escala para venda em grande parte da Região Nordeste e Norte do país.

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Pelo Núcleo de Modelagem da Sigbol

Referência: 12345678910111213141516 e 17

Curiosidades da Moda: Decotes

Porém, a roupa mais antiga do mundo, conhecida como Vestido Tarkhan, possuía pregas e um decote em V e foi encontrada no Egito, ou seja, com a duração de 5.100 a 5.500 anos.  Este registro é tão importante da história do vestuário que pode ser considerado um indício que o decote surgiu a dois milênios antes.

Com o passar do tempo e o notar que os decotes tornavam as mulheres mais sensuais, os decotes ganharam espaço no vestuário feminino durante a Idade Média e mais variação de uso, como formato quadrado, arredondados, em V, na frente ou nas costas. Além do mais, o espartilho era um grande aliado dos decotes, porque levantava e valorizava os seios, mas caiu em desuso por ser muito desconfortável, entretanto o sutiã continua a desempenhar este papel e ainda é um grande aliado dos decotes até os dias atuais.

No início do século XX, o modelo dos decotes passaram a ser discretos. Era comum que as mulheres usassem roupas sem decotes, com golas em modelos que cobriam todo o colo.

 As peças com decotes conservadores permaneceram em alta até a década de 20, os também conhecidos “Anos Loucos”. Apesar, de ser uma época onde apresentava muita ousadia na revolução do vestuário feminino, o decote foi ressurgindo, acompanhando o ritmo das mudanças no comprimento das saias, que encurtaram alguns centímetros mostrando os tornozelos e os decotes voltaram a mostrar um pouco mais o colo das mulheres. Já nos anos 30 trouxe a chegada do decote nas costa, mesmo quando a moda da década permaneceu discreta, afetada pelos os efeitos da guerra.

Os anos 40 trouxera o decote envelope, um dos modelos mais usados nessa década tanto em vestidos, quanto nos casacos.

Já nos anos 50 os decotes começam a ser mais ousados em maior variedade de roupas. Esta década também foi responsável pelo sucesso do decote “princesa” ditado pela coroação da Rainha Elizabeth II e eternizado por estrelas como Audrey Hepburn. As estrelas da época também eternizaram o decote em V e o tomara que caia.

Nos anos 60 os ousados vestidos tubinhos tinham decotes arredondados ou quadrados com arremates e modelos inovadores, mas não eram muito profundos. Os decotes altos dos anos 60. Já a década de 70 traz consigo o decote ombro a ombro, os modelos ciganinha que acompanhavam a onda Hippie e também o decote frente única.

Os anos 80 trouxeram decotes assimétricos de variados tipos, e os anos 90 consagraram os decotes retos e os drapeados.

Atualmente os decotes ganharam diversos formatos, alturas, tamanhos e até volumes, principalmente na passarelas.

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Núcleo de Criação da Sigbol

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.

 

A clássica estampa de poá

O poá se tornou um ícone da moda na década de 50 e tem uma forte ligação com as Pin-ups. De lá para cá, nunca mais saiu de moda.

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Existem algumas divergências sobre a criação da estampa de Poá. O primeiro registro do termo “polka dot”, que é um dos nomes dados a esta estampa, foi na revista literária Yale, Volume 122, página 7 no ano de 1854.

Outra história conta que o poá ficou popular com a Polka, dança típica da Polônia, no fim do século XIX. Segundo os registros, alguns pesquisadores acreditam que a estampa de bolinhas foi inspirada nos movimentos circulares dessa dança festiva.

 

Na terceira história, muita gente acredita que o produtor de cinema Walt Disney criou esta estampa para sua personagem Minnie Mouse, para se destacar das listras e xadrez que estavam na moda na época.

Apesar de existir a muito tempo, a estampa atingiu seu o auge nos anos 50. Na sequência dos anos 40, marcados pela sobriedade e looks mais sérios, as bolinhas trouxeram leveza, diversão, romantismo e feminilidade para a moda.  E seguiu sendo um sucesso também nos anos 60. Conquistou estilistas como Dior e marcou figurinos de estrelas de Hollywood, como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn. Virou até tema de música, como a versão em português da canção “Itsy bitsy teenie wennie yelow polka dot bikini – (Era um biquíni de bolinha amarelinho)”, interpretada por Brian Hyland, estourou nas paradas de sucesso!

Atualmente o poá continua conquistando e dando destaque em vários looks por aí, seja moderno ou vintage, segue desbravando os estilos mais variados e ganhando as passarelas

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Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Manual Técnico Sigbol História da Moda

Pelo Núcleo de Criação da Sigbol.